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10/04/2016
Política
10/04/2016

Conflito armado

Colômbia decide iniciar diálogos de paz com o ELN e Brasil pode participar

Brasília – O governo da Colômbia anunciou na quarta-feira, 30, que iniciará os diálogos de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), segunda maior guerrilha do país. Para tanto, espera que o ELN liberte os sequestrados que mantém cativos. A decisão foi comemorada por vários governos da região, incluindo o brasileiro que poderá participar como “garante” em um eventual acordo de paz.

O presidente Juan Manuel Santos, no entanto, assegurou que estes diálogos não guardarão nenhuma relação com o processo de paz em curso com as FARC. Em nota, o Itamaraty saúda a decisão tomada pelo governo e a guerrilha e lembra dos “importantes avanços” já conquistados nos diálogos com as FARC.

De acordo com o ministério das Relações Exteriores brasileiro, “trata-se de mais uma evolução positiva no processo de reconciliação nacional e consolidação da paz na Colômbia, paíz vizinho e amigo e importante parceiro na construção da integração regional”. O Brasil diz-se ainda se “sentir honrado” em participar das negociações.

A chancelaria colombiana confirmou que o anúncio é resultado de dois anos de conversações exploratórias e que a mesa de negociações poderá ser instalada no Equador.

Grupo de Amigos

No dia 15 de março, por iniciativa do assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, foi criado o Grupo de Amigos do Brasil para a Paz na Colômbia, com o objetivo de acompanhar e apoiar as negociações entre o governo daquele país e as duas principais guerrilhas, FARC e ELN.

O Itamaraty recorda que iniciativas semelhantes já foram adotadas pelo Chile, El Salvador, México, Uruguai, Argentina e Costa Rica. Integram o grupo o próprio Garcia, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional do Senado, a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), o embaixador Antonino Mena Gonçalves, cônsul em Washington, a irmã Rosita Milesi, o professor Paulo Sérgio Pinheiro, o reitor da UnB, professor Ivan Marques de Toledo e o jornalista Clóvis Rossi.

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