Brasília, 18 de outubro de 2018 - 03h19

Polêmica

28 de outubro de 2009
por: InfoRel

Marcelo Rech, de Washington

O ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, esteve na capital norte-americana para fechar o acordo militar que o seu país negocia com os Estados Unidos.

Silva se reuniu com funcionários da Agência Central de Inteligência (CIA),  da DEA, órgão responsável pelo combate antidrogas, com parlamentares democratas e republicanos e também esteve com o Assessor de Segurança Nacional do presidente Barack Obama, Jim Jones, e com o vice-secretário de Estado, James Steinberg.

No entanto, o encontro mais importante se deu com o Secretario de Defesa, Robert Gates, no Pentágono. Segundo ele, o acordo pode se tornar público ainda nesta sexta-feira em Bogotá.

Nesta quinta-feira, ele estará na Flórida onde se encontra com o general Douglas Fraser, chefe do Comando Sul, responsável pela 4ª Frota.

Ainda em Washington, Gabriel Silva explicou que a ajuda econômica dos Estados Unidos representa mais de 4% do orçamento da Defesa da Colômbia.

“A única forma de se combater de forma eficaz o crime transnacional, o narcoterrorismo, e a inseguridade que tanto afeta a América Latina nos dias de hoje, é a cooperação entre todos os povos, sem exceção”, afirmou.

Em relação às polêmicas geradas por conta do acordo militar, Silva foi taxativo: “Não tem nenhuma conotação, nem geopolítica nem estratégica que não seja a luta contra o narcotráfico e o narcoterrorismo”.

Gabriel Silva destacou que a Colômbia tem esse tipo de cooperação com 87 países, entre eles Espanha, Afeganistão, Peru, Paraguai, Guatemala e México.

O país também investe no treinamento de 1.500 policiais mexicanos de um total de 10 mil.

“Não tem porque existir uma confrontação o impossibilidade de compatibilizar a cooperação com outros países, porque essa é uma obrigação de todos os países que firmaram convenções internacionais”, afirmou Silva.

Armamentismo

O ministro da Defesa da Colômbia criticou a compra de armas na América do Sul e qualificou de “desnecessária” a corrida armamentista que o seu país enxerga na região.

A exemplo do que já fez o Peru, a Colômbia criticou os gastos militares em detrimento de investimentos no desenvolvimento e na luta contra a pobreza.

Polêmica

Em Bogotá, o presidente Álvaro Uribe descartou submeter o acordo militar a ser assinado com os Estados Unidos, ao Congresso colombiano.

Na semana passada, o Conselho de Estado recomendou que o texto seja submetido ao Legislativo e à Corte Constitucional.

Para o governo colombiano, a implementação do acordo seria atrasada uma vez que o país se prepara para as eleições legislativas e presidencial.


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