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02/12/2010
Mercosul
02/12/2010

Colômbia e Venezuela terão candidatos na UNASUL

Colômbia e Venezuela terão candidatos na UNASUL

Os presidentes dos 12 países que integram a União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) se reunirão nos dias 3 e 4 em Mar del Plata, Argentina, para eleger o Secretário-Geral do bloco.

A eleição deveria ter ocorrido na última semana de novembro em Georgetown, Guiana, mas a falta de consenso exigiu a realização de um encontro extraordinário.

Nesta quarta-feira, a ministra das Relações Exteriores da Colômbia, María Ángela Holguín, informou que o país terá um candidato de peso para brigar pelo cargo.

Ela não revelou quem seria, mas assegurou que o presidente Juan Manuel Santos busca um nome em condições de obter o apoio dos demais países da região.

A Colômbia pretende fortalecer suas relações com os vizinhos e deposita grandes esperanças na UNASUL.

Em Caracas, o presidente venezuelano Hugo Chávez também afirmou que pode apresentar uma opção ao bloco.

Cúpula Ibero-americana esvaziada

A XX Cúpula Ibero-americana que acontece em Mar del Plata, nos dias 3 e 4, será esvaziada pela crise econômica enfrentada pela Espanha.

O primeiro-ministro espanhol José Luiz Rodríguez Zapatero, informou que não irá ao encontro para concluir um pacote de medidas que pretende tirar o país da crise.

Em 19 anos, é a primeira vez que um primeiro-ministro espanhol não comparece ao evento, uma prioridade para a política externa espanhola.

Além dele, também não devem comparecer os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e do Chile, Sebastian Piñera. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva ainda é uma incógnita.

A Cúpula deve aprovar uma série de iniciativas no campo da educação e da cultura, mas o vazamento de documentos secretos da diplomacia norte-americana deverá ser o prato principal.

Como a maior parte dos documentos ainda virá à tona, a maioria dos governos preferiu adotar o silêncio.

A expectativa é que a Cúpula Ibero-americana se torne o primeiro foro multilateral a condenar numa Declaração Final, a política exterior de Washington.

Ninguém duvida que as relações dos Estados Unidos com os países mencionados será afetada, mas o que de fato preocupa é o acerto de contas entre os citados.

Os documentos mostrando que o Brasil sabia da presença de guerrilheiros das Farc na Venezuela cria muitos embaraços para o país na sua política interna e no relacionamento com Colômbia e Venezuela, por exemplo.

Também complica a vida dos Estados Unidos o reconhecimento de que houve conspiração para derrubar Manuel Zelaya em Honduras. A revelação promete devolver à estaca zero os esforços por uma saída negociada para a crise que perdura.

A presidente argentina Cristina Kirchner é outra que está em situação delicada.

Ela teria, segundo documentos vazados, aceito colaborar com os Estados Unidos para controlar o presidente boliviano Evo Morales.

Morales comunicou que não irá à Cúpula.

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