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Estados Unidos

Colômbia não aceita explicar acordo na Unasul

O presidente colombiano Álvaro Uribe, afirmou nesta quinta-feira em Brasília que o acordo militar que negocia com os Estados Unidos não precisa ser detalhado na reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), a ser realizada na próxima segunda-feira, 10, em Quito.

Segundo ele, o tratado diz respeito às relações bilaterais com os Estados Unidos e a Colômbia não abre mão de sua soberania para firmar acordos.

Ele também não aceitou sugestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que comparecesse à reunião no Equador.

Rompido com o presidente Rafael Correa, Uribe ignorou os apelos do brasileiro.

Antes de partir, Álvaro Uribe encontrou-se com um grupo de senadores na Base Aérea de Brasília.
De acordo com o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), há preocupação com a militarização da América do Sul e uma possível corrida armamentista na região.

Azeredo informou que o embaixador colombiano em Brasília, Tony Jozame Amar, deverá encaminhar à Comissão, os documentos relativos ao acordo. Ele também deverá prestar os esclarecimentos que os senadores julgarem necessários.

O senador considerou convincentes as explicações de Uribe e preferiu atacar o governo Lula. Na sua opinião, o Brasil critica a Colômbia, mas se omite em relação à compra de armas por parte da Venezuela.

Apesar de reconhecer como positivo o gesto de Álvaro Uribe em explicar as pretensões colombianas com o acordo, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ressaltou que o diálogo terá continuidade.

O Brasil pretende cobrar explicações detalhadas também dos Estados Unidos, principalmente em relação aos equipamentos que serão empregados no país vizinho.

Para o governo brasileiro, o combate ao narcotráfico na região deve exigir um esforço de cooperação regional, sem interferências externas.

Os Estados Unidos irão utilizar sete bases militares colombianas, manter 1,4 mil pessoas (800 militares e 600 civis) e despejar cerca de US$ 17 milhões nos próximos dez anos.

Oposição

Depois de passar por Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, Uribe retornou à Colômbia tão isolado quanto estava antes. Apenas o presidente peruano, Alan García, defendeu o acordo.

Michele Bachelet, Fernando Lugo e Tabaré Vázquez, afirmaram que são contra, mas que respeitarão a soberania da Colômbia e não pretendem interferir no tema.

Cristina Kirchner, Lula e Evo Morales, deixaram claro que são contrários e que pretendem trabalhar para que o acordo não saia. A eles se somam Rafael Correa, do Equador, e Hugo Chávez, da Venezuela.

Também nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se reuniu com o candidato presidencial da Frente Ampla, do Uruguai, o ex-guerrilheiro tupamaro José Mujica, que se opõe ao acordo entre Colômbia e Estados Unidos.

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