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07 de setembro de 2015
por: InfoRel
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Brasília - Em meio ao aumento das tensões com a Venezuela por conta da crise fronteiriça, a Colômbia não descarta abandonar a União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), após o mecanismo ter postergado uma reunião extraordinária de chanceleres para tratar o tema. Na segunda-feira, 31, a Colômbia também não conseguiu os votos necessários para que a OEA mediasse o conflito.



A ministra das Relações Exteriores da Colômbia, María Ángela Holguín, havia deixado claro que se a UNASUL não se reunisse na semana passada para tratar da crise, o país não descartaria abandoná-la. “Os países da UNASUL sabem o que está acontecendo e se não nos reunimos já não estaremos na UNASUL”, disse.



A reunião que deveria ocorrer nesta quinta-feira, 3, foi adiada indefinidamente porque a chanceler venezuelana encontra-se em viagem à China, Vietnã e Jamaica. A prioridade colombiana era tratar da crise humanitária com deportações arbitrárias, na OEA, mas a Venezuela articulou-se melhor e deixou o organismo de fora. O Brasil se absteve na votação proposta por Bogotá.



A chanceler colombiana reclamou ainda da postura dos países vizinhos que ignoram a crise por razões ideológicas e revelou que Nicolás Maduro não atende as chamadas do presidente Juan Manuel Santos. Segundo ela, em 17 dias de tensões, mais de 12 mil colombianos abandonaram a Venezuela por medo.



Ainda as sexta-feira, 4, a chanceler colombiana recebeu os ministros de Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, e do Brasil, Mauro Vieira. Os dois foram enviados pelas presidentes Cristina Kirchner e Dilma Rousseff. No sábado, 5, os dois estiveram em Caracas com o vice-presidente Jorge Arreaza e neste domingo, 6, com o presidente Nicolás Maduro e a ministra Rodríguez, na Jamaica onde ocorre a Cúpula da Petrocaribe.



A missão de ambos é construir pontes que permitam o diálogo bilateral para a solução da crise.



Comissão de verificação



Pressionada, a União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), propôs a criação de uma comissão de verificação e garantia dos Direitos Humanos, na fronteira entre Colômbia e Venezuela. A informação é do Secretário-Geral da entidade, o ex-presidente colombiano Ernesto Samper.



Samper afirmou ainda que a proposta será apresentada na próxima reunião de chanceleres da UNASUL, sem data para acontecer. A chancelaria equatoriana trabalha para que o encontro seja realizado na próxima terça-feira, 8, em Quito.



O problema é que a UNASUL é vista como um mecanismo muito mais alinhado com Caracas inclusive por aceitar que a crise seja tratada bilateral e não regionalmente.



A UNASUL quer ainda a criação de um mecanismo institucional para atender aos deportados e a implementação de políticas de combate ao crime organizado na fronteira, razão que teria levado a Venezuela a fechar o acesso à Colômbia.



Na tarde da última quarta-feira, 2, o presidente Juan Manuel Santos informou que a Colômbia desistiu da reunião da UNASUL uma vez que a mesma já deveria ter ocorrido por tratar-se de um encontro emergencial.


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