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Unasul

26 de agosto de 2009
por: InfoRel

Na próxima sexta-feira, os presidentes do países que integram a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), reunem-se extraordinariamente em Bariloche, na Argentina.


Em pauta, as bases colombianas que serão utilizadas pelos Estados Unidos, tema que, segundo o presidente da Venezuela, pode levar a região a uma guerra.


Nesta terça-feira, 25, o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, se reuniu com seu homólogo colombiano Gabriel Silva, em Bogotá. Ele vinha do Equador.


O encontro durou cerca de 1h e serviu para que a cúpula militar colombiana detalhasse o acordo que firmou com os norte-americanos. Jobim e Silva também discutiram aspectos da cooperação bilateral em matéria de Defesa.


A vice-ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Clemencia Forero, explicou que na reunião da Unasul devem ser tratados temas como o tráfico de armas, as atividades da guerrilha das Farc e a corrida armamentista na região, em alusão aos programas de reaparelhamento das Forças Armadas brasileiras e venezuelanas.


A Colômbia pretende com isso, neutralizar as críticas que vem recebendo mesmo depois de o presidente Álvaro Uribe ter percorrido a região para explicar o tema.


Praticamente ninguém se convencer das explicações, mas Chile, Peru e Uruguai decidiram respeitar o direito da Colômbia de firmar um acordo desta natureza.


Para a Colômbia, ao colocar a corrida armamentista na mesa, o tom do Brasil em relação ao acordo poderá ser moderado.


Garantias


O ministro Nelson Jobim afirmou que a Colômbia dará garantias aos países da região, de que as operações dos militares norte-americanos serão limitadas ao seu território.


Para evitar problemas, o Brasil também vai explicar aos vizinhos o que tem discutido com os franceses que fornecerão submarinos convencionais e nuclear à Marinha e aeronaves às três forças.


O assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, que acompanhou o ministro, revelou que o Brasil vai sugerir a criação de um mecanismo permanente de prestação de contas sobre temas militares para a região.


Para o governo brasileiro, a polêmica deve-se a falta de transparência nas negociações envolvendo Colômbia e Estados Unidos.


Na segunda-feira, Nelson Jobim esteve em Quito para tentar aproximar Equador e Colômbia.


As relações entre ambos andam estremecidas desde o ano passado quando o Exército colombiano atacou um acampamento das Farc do outro lado da fronteira.


Aliás, para que o encontro de Bariloche não termine em fracasso, a Colômbia terá, entre outras coisas, que renunciar de forma contundente ao princípio da extraterritorialidade, ou seja, deixar de caçar guerrilheiros das Farc além de suas fronteiras.


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