Relações Exteriores

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20/08/2007
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20/08/2007

Colômbia quer o apoio do Brasil contra as Farc

Colômbia quer o apoio do Brasil contra as Farc

Nesta terça-feira, o chanceler colombiano Fernando Araújo Perdomo terá encontro de trabalho com o ministro Celso Amorim, quando serão examinados os principais temas da agenda global, regional e bilateral, com especial ênfase na dinamização dos programas de cooperação desenvolvidos no âmbito da Comissão de Vizinhança Brasil-Colômbia.

De acordo com o Itamaraty, os dois ministros deverão firmar acordo para facilitar o trânsito de nacionais entre Brasil e Colômbia e ajuste complementares de cooperação técnica nas áreas de bancos de leite humano, material reciclável e criação de ovinos.

Amorim e Araújo discutirão também as questões relacionadas com o processo de integração sul-americana, tendo presente a realização em Cartagena das Indias, em janeiro de 2008, da III Reunião de Chefes de Estado e de Governo da União de Nações Sul-americanas.

Nessa ocasião, deverá ser aprovado o Acordo Constitutivo da UNASUL. Entre os temas que pretende discutir com Celso Amorim estão a luta contra o terrorismo, narcotráfico e integração.

Fernando Araújo também será recebido pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie, e pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional do Senado Federal, senador Heráclito Fortes (DEM-PI).

Segundo Fernando Araújo, “temos duas atividades principais. Em primeiro lugar, a reunião com a chancelaria brasileira para revisar os temas da agenda. Adicionalmente, queremos analisar a situação dos colombianos no Brasil, ver como esta organizada nossa missão, dar conhecimento sobre a realidade colombiana aos meios de comunicação, e conhecer melhor o que está ocorrendo no Brasil”.

Sobre o Focalal, Araújo explicou que o objetivo principal é a busca de convergência para o desenvolvimento comum das duas regiões, através do estreitamento dos vínculos comerciais que permitam aumentar os fluxos de investimentos.

Comércio

No ano passado, o intercâmbio comercial total entre Brasil e Colômbia atingiu a cifra de US$ 2,3 bilhões, um crescimento de 53% em relação a 2005. O Itamaraty informou que as exportações brasileiras somaram US$ 2,1 bilhões e as exportações colombianas, US$ 247,9 milhões.

Entre os meses de janeiro e junho de 2007, o intercâmbio total somou US$ 1,28 bilhão, com exportações brasileiras de US$ 1,1 bilhão e exportações colombianas de US$ 164 milhões.

Farc

No dia 7, Fernando Araújo, que foi ministro do Desenvolvimento econômico na gestão do presidente Andres Pastrana (1999-2002), conseguiu fugir do cativeiro onde era mantido pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), desde 4 de dezembro de 2000, quando foi seqüestrado numa praia de Cartagena.

Em fevereiro, foi convocado pelo presidente Álvaro Uribe para substituir a então chanceler Maria Consuelo Araújo. Os dois não têm parentesco e a ministra caiu depois que o pai e um irmão foram acusados de terem ligações com grupos paramilitares de direita.

Logo após a fuga, Fernando Araújo ofereceu-se para trabalhar pela liberdade dos reféns e vários políticos propuseram ao presidente colombiano designá-lo como conselheiro para a Paz.

O ministro integrou um grupo de 58 reféns, incluindo a ex-senadora Ingrid Betancourt, que as Farc queriam trocar por 500 guerrilheiros detidos. Neste grupo estariam ainda três norte-americanos, várias políticos colombianos, 34 militares e policiais.

O próprio presidente afirmou que Fernando Araújo “sofreu na própria carne a tragédia nacional”, que o governo colombiano trabalha para derrotar.

Recentemente, o presidente Álvaro Uribe e o chanceler Fernando Araújo, fixaram como prioridade para as embaixadas da Colômbia no exterior, frear a propaganda terrorista das FARC.

Uribe afirmou que é preciso descobrir quem são os guerrilheiros que e apresentam junto à comunidade internacional como os salvadores da pátria. Além disso, pediu que sejam redobrados os esforços para que essa “diplomacia”siga provocando danos ao país.

Para tanto, os diplomatas deverão trabalhar para divulgar os avanços econômicos, sociais e de segurança que alcançou Colômbia, “como forma de fazer frente a propagandas mentirosas e falsas de grupos terroristas como as Farc, exigiu o presidente colombiano.

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