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29/03/2005
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29/03/2005

Cooperação

Colômbia recebe apoio no combate à guerrilha e ao narcotráfico

Os presidentes do Brasil e da Venezuela, e o primeiro-ministro espanhol, asseguraram ao governo colombiano, o apoio político necessário para o país continuar sua luta contra as guerrilhas e o narcotráfico.

Foi uma oportunidade a mais para o Brasil deixar claro que não possui relações com as Farc, apesar de não reconhecer a guerrilha como um grupo terrorista, sonho de Uribe.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou em seu discurso, que o Brasil está à disposição da Colômbia para que o país obtenha “tranqüilidade”.

Segundo ele, “na medida em que haja o entendimento de que o Brasil possa ajudar em alguma coisa, para que consigamos tranqüilidade na Colômbia, pode ter certeza de que você terá no Brasil um sócio para ajudar nisso”, disse Lula ao colega Álvaro Uribe.

Já o presidente venezuelano Hugo Chávez, recordou os casos em que grupos armados colombianos seqüestraram civis na Venezuela. Ele garantiu que a Venezuela não tolera a presença desses grupos.

“No mesmo minuto que pise em solo venezuelano, será tratado como inimigo”, afirmou Chávez, que em fevereiro, foi acusado pelo governo colombiano, de receber e colaborar com guerrilheiros das Farc.

Ele rebateu as acusações, lembrando que seu nome é sempre citado com há processos de instabilidade política na região. Chávez foi acusado de apoiar grupos de oposição em processos de desestabilização de governos de diversos países, como Bolívia, Equador e Colômbia.

Apesar de ter tentado chegar ao poder através de um golpe de Estado e de ter sofrido uma tentativa frustrada de golpe, ele disse que é um inimigo das correntes golpistas da América Latina.

Convidado de honra da cúpula trilateral, o primeiro-ministro espanhol, José Luiz Rodriguez Zapatero, que enfrenta fortes pressões dos Estados Unidos desde que decidiu retirar as tropas espanholas do Iraque, colocou-se à disposição dos países latino-americanos para auxiliar o combate aos “delinqüentes internacionais” que executam atos terroristas. A Espanha participa, em conjunto com os Estados Unidos, do Plano Colômbia.

Para Álvaro Uribe, os países precisam definir um rumo e escolher se ficam com os fatos ou os rumores. Ele apelou para que se construa uma agenda de trabalho prática e eficaz, e propôs a construção de um gasoduto entre a Venezuela e a Colômbia, e de uma saída terrestre para o Brasil até o Pacifico passando pela Colômbia.

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