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Colômbia terá novo Plano de Guerra contra as FARC

Colômbia terá novo Plano de Guerra contra as FARC

Brasília – O presidente colombiano Juan Manuel Santos anunciará neste sábado, 26, um novo Plano de Guerra contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Serão investidos US$ 3,8 bilhões e destinados mais 26 mil militares para o combate à guerrilha.

A estratégia foi desenhada pelos oficiais mais destacados das Forças Armadas colombianas a pedido do presidente.

De acordo com o ministério da Defesa, os militares vão adotar táticas de combate que permitam neutralizar o Plano Renascer, das FARC. No total, mais 20 mil homens da Polícia Nacional e seis mil das Forças Armadas, serão especialmente treinados para essas operações.

Juan Manuel Santos afirmou que uma saída negociada para o conflito depende apenas dos guerrilheiros.

“No momento em que esses grupos se dêem conta de que pela via armada não vão chegar a lugar algum, que só vão encontrar a prisão ou o túmulo, e dêem sinais concretos de que não voltarão a enganar o povo colombiano, o Estado não terá problemas em buscar uma saída”, afirmou.

Nesta quinta-feira, 24, o ex-líder do Exército de Libertação Nacional (ELN), segunda maior guerrilha da Colômbia, Francisco Galán, reconheceu que a solução para o conflito interno no país passa obrigatoriamente por uma negociação política.

O presidente Santos pediu as FARC interpretar a morte do seu número 1, Alfonso Cano, como uma mensagem que os conduza ao diálogo. Cano foi morto em outubro num bombardeio do Exército.

Também em outubro, uma ação militar do Exército colombiano tirou do ar a “Voz da Resistência”, emissora das FARC que operava há 15 anos. A sede da rádio clandestina estava protegida com 60 artefatos explosivos improvisados. No local também foram recolhidos 24 quilos de pólvora.

A “Voz da Resistência” foi fundamental para o doutrinamento político dos guerrilheiros e na difusão da propaganda contra o governo colombiano.

Debilidade

As FARC têm sido pressionadas pelas Forças Armadas desde a gestão de Álvaro Uribe quando perdeu vários de seus principais líderes. Uribe também teve sucesso com uma política que brindava com dinheiro aqueles que abandonassem a luta armada.

Para evitar uma redução ainda mais radical em suas filas, a guerrilha determinou a pena de morte para casos de deserção. Aqueles que pensam em abandonar a organização serão fuzilados, diz um comunicado interno das FARC emitido no dia 9 de novembro, cinco dias após a morte de Cano.

Os militares colombianos sabem que a estratégia não é nova, mas foi reforçada justamente para evitar uma debandada dos guerrilheiros.

Nos últimos nove anos, 24 mil combatentes abandonaram as FARC e o ELN. Desse total, 3, 2 mil eram menores de idade. Desde a morte de Alfonso Cano, mais de 50 guerrilheiros desmobilizaram-se.

Timochenko

A nova estratégia militar colombiana considera ainda as debilidades do novo líder das FARC. Timochenko confia apenas em oito guerrilheiros e sofre de diabetes.

Os serviços de inteligência crêem que ele esteja na Venezuela. No dia 2 de dezembro, os presidentes Juan Manuel Santos e Hugo Chávez se reúnem em Caracas e o colombiano deverá pedir o apoio do vizinho para que o guerrilheiro seja entregue.

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