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03/10/2016
Política
03/10/2016

Conflito interno

Colombianos dizem não aos acordos de paz com as FARC

Brasília – Com um índice de abstenção que chegou aos 40%, os colombianos disseram não aos acordos de paz firmados entre o governo e as FARC na última segunda-feira, 26, em Cartagena. Com a decisão das urnas, os acordos não têm validade alguma. Agora, o presidente Juan Manuel Santos tem duas opções: renegociar os termos dos acordos ou convocar uma Assembleia Nacional Constituinte para tratar o tema.

Com 50,23% dos votos, o Não surpreendeu até mesmo aqueles que o defendiam publicamente. As pesquisas mais recentes davam a vitória do Sim com uma ligerira maioria. O resultado, no entanto, mostrou a divisão dos colombianos em relação às negociações com as FARC.

O futuro é incerto e o presidente Santos terá de agir rápido. Reabrir as negociações com as FARC significa retomar a mesa de diálogo com a participação de novos integrantes, aqueles que coordenaram a campanha pelo Não, grupo liderado pelo ex-presidente e senador Álvaro Uribe, ex-aliado do governo e agora principal oposicionista.

Um dos problemas diz respeito aos pontos acordados e que estão sendo implementados como a entrega de armas pela guerrilha e a desmobilização de menores que integravam a organização. Além disso, a missão política de verificação do cumprimento dos termos acordados, também terá de paralisar suas ações até que haja uma solução para o tema.

Também fica comprometido todo o esforço por financiar as medidas pós-conflito, incluindo investimentos em obras de infraestrutura física de áreas atingidas pelos 52 anos de confrontos.

Na manhã deste domingo, 2, Álvaro Uribe afirmou que “a paz é uma ilusão e os textos de Havana decepcionantes”. Na sua avaliação, os acordos de paz conferiam apenas impunidade aos guerrilheiros e encaminhava a Colômbia para um regime “castrochavista” em alusão a Cuba e Venezuela.

Já o ex-presidente César Gaviria que também foi Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), declarou que “Uribe não quer a paz porque não foi ele quem a construiu”.

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