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Acordo de Itaipu

26 de julho de 2019 - 15:50:11
por: Marcelo Rech
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Acordo de Itaipu

Enquanto a oposição no Paraguai discute se inicia ou não um processo de impeachment contra o presidente Mario Abdo, por conta do acordo firmado em maio com o Brasil, a esquerda dos dois países celebra os 10 anos do Acordo Lula – Lugo, de 25 de julho de 2009. Pela primeira vez, o Brasil, reconheceu o direito do Paraguai de disponibilizar livremente a sua energia, além de aumentar de 120 para 360 milhões de dólares o valor pago pela compra da energia excedente.

Na quinta-feira, 25, a bancada da Frente Guaçu recebeu o ex–deputado Dr. Rosinha (PT-PR) que representou o ex-presidente brasileiro, que está preso. Participaram do ato, o senador Blas Llano, presidente do Senado paraguaio, e os senadores Fernando Lugo, ex-presidente que teve o mandato cassado em 2012, Carlos Filizzola, Esperanza Martínez, Jorge Querey, Sixto Pereira, Hugo Richer e Abel González.

Foro de São Paulo

Foro de São Paulo

Teve início nesta quinta-feira, 25, em Caracas, a 25ª edição do Foro de São Paulo, mecanismo que acaba de ser classificado pelo Grupo de Lima como um dos financiadores do regime venezuelano de Nicolás Maduro. Curiosamente, a comitiva brasileira viu-se extremamente reduzida. O Partido dos Trabalhadores, por exemplo, não enviou nenhuma de suas “estrelas” ao paraíso chavista. Apenas três pessoas viajaram. O PCdoB também mandou apenas dois funcionários. O PSOL não mandou ninguém. O partido diz que não foi convidado.

Se é certo que o Foro de São Paulo, por meio dos partidos políticos, movimentos sociais e governos, financia o governo Maduro, não é possível cravar, mas é fato que o PT, o PCdoB e outros deixaram de comparecer por falta do dinheiro público que financiava suas comitivas. Já o governo da Bolívia, não mandou ninguém para não melindrar a aproximação que Evo Morales busca com Jair Bolsonaro.

Irã

Irã

O Embaixador do Irã no Brasil, Seyed Ali Saghaeyan, buscou trabalhar de forma discreta e absolutamente diplomática para resolver a questão dos petroleiros iranianos atracados no Porto de Paranaguá (PR), sem combustível, desde junho. Esteve no Itamaraty algumas vezes para cobrar uma posição do Brasil já sabendo que a orientação de cima era negá-lo.

Há fortes indícios que a política externa do Brasil para o Irã esteja sendo orientada desde outro país. O alinhamento com os Estados Unidos que impõe sanções ao regime dos aiatolás, não é a única explicação. O próprio Saghaeyan teve reunião com o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), cancelada algumas horas antes, por influência externa.

OTAN

OTAN

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo (PSL-GO), propõe cria o Grupo Parlamentar de Amizade Brasil-Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Segundo ela, “não se pode negar que o Congresso Nacional poderá ter papel relevante na cooperação do Brasil com a OTAN, principalmente no que tange à aprovação de acordos bilaterais e aos debates acerca dos níveis e dos tipos de cooperação almejadas por ambos.

O deputado acrescenta ainda que “o Poder Legislativo pode e deve incentivar mecanismos de interação e de coordenação com a OTAN, de modo a facilitar a acessão do País à tão importante organização internacional. Será demonstração inequívoca de que o Congresso Nacional pode participar na vida internacional do Brasil, em estreita cooperação com órgãos do Poder Executivo, mormente com aqueles que atuam no domínio da defesa e da segurança”.

AMAZON SECURITY AND DEFENCE

AMAZON SECURITY AND DEFENCE

Belém (PA) receberá entre os dias 12 e 14 de novembro, a Amazon Security and Defence Exhibition, um evento internacional no qual estarão sendo debatidos grandes temas e apresentadas soluções inovadoras da indústria nacional e internacional voltadas para as Forças Armadas, Forças de Segurança Pública, Agências de Governo e tecnologias que contribuam com o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

O evento tem o apoio do Comando Militar do Norte (CMN) cuja área de responsabilidade compreende os estados do Pará, Amapá, Maranhão e parte do Tocantins, o que corresponde a uma área de 1,73 milhão de quilômetros quadrados (20% da área do País) e 1.890 quilômetros de fronteira terrestre com a Guiana, Suriname e Guiana Francesa, além de 2.200 quilômetros de costa. O CMN tem sede na cidade de Belém e possui em sua estrutura organizacional, unidades reconhecidas como as melhores em combate na selva, do mundo. Está organizado com duas Brigadas de Infantaria de Selva, e dispõe, ainda, da 8ª Região Militar, seu Grande Comando Logístico.

Brasileira assassinada na Nicarágua

Brasileira assassinada na Nicarágua

Em 23 de julho de 2018, a brasileira Raynéia Gabrielle Lima, foi assassinada em Manágua, na Nicarágua, quando voltava do trabalho em um hospital. O autor confesso dos disparos, um militar à serviço do governo de Daniel Ortega, foi posto em liberdade nesta semana. Há época, o PT impediu que a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados aprovassem uma Moção de Repúdio contra o governo de esquerda daquele país. Além disso, nenhum partido ou movimento de esquerda brasileiro solidarizou-se com a família da vítima que reside em Recife (PE).  

Nesta quinta-feira, 25, o ministério das Relações Exteriores emitiu uma nota em que expressa o sentimento do governo que diz:

“O Governo brasileiro condena e deplora, com a maior veemência, a decisão da justiça nicaraguense de anistiar e libertar o autor confesso, condenado a quinze anos de detenção, do assassinato da médica brasileira Raynéia Gabrielle Lima, ocorrido em 23 de julho de 2018, em Manágua.

Para o Governo brasileiro, essa medida demonstra a deterioração das instituições na Nicarágua e comprova padrão de sistemática violação das garantias individuais e de direitos fundamentais naquele país, como têm denunciado o Brasil, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA e o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

O Governo brasileiro reitera ao Governo da Nicarágua a necessidade de restituir imediatamente todas as garantias cidadãs de um Estado de Direito pleno, para que o país possa retornar ao convívio democrático da comunidade internacional”.