Brasília, 20 de novembro de 2019 - 13h39

Ambientalismo e Geopolítica na agenda de Steve Bannon no Brasil

03 de outubro de 2019 - 17:07:28
por: Marcelo Rech
Compartilhar artigo:
Ambientalismo e Geopolítica na agenda de Steve Bannon no Brasil

No mês de novembro, a Comissão de Relações Exteriores do Senado promoverá o Seminário Ambientalismo e Geopolítica com a presença do ex-estrategista-chefe da Casa Branca, Steve Bannon, que também foi o coordenador de marketing da campanha eleitoral do presidente norte-americano Donald Trump, além de ter integrado o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos. O convite para que Bannon participe do evento partiu do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

De acordo com o senador Márcio Bittar (MDB-AC), “discutiremos as mudanças climáticas, as disputas comerciais globais e o jogo do poder internacional. Bannon irá a São Paulo no início de novembro, e o Eduardo Bolsonaro me sugeriu que ele viesse aqui na CRE. É uma pessoa que pode acrescentar muito às discussões sobre a atual geopolítica e questões ambientais, inclusive no debate com senadores que têm um ponto de vista diferente do dele. Eu pessoalmente comungo em termos gerais com a visão política de Bannon e avalio que será uma boa contribuição visando ao aprofundamento do debate na sociedade e aqui no Senado”, explicou Bittar.

O seminário ainda não tem data confirmada, mas além de Steve Bannon, participarão o economista norte-americano Patrick Wood, autor do livro Tecnocracia: o caminho difícil para a ordem mundial, dom Bertrand de Orleans e Bragança, autor do livro Psicose Ambientalista, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, senador Fabiano Contarato (Rede-ES).

Acordo MERCOSUL - União Europeia trará vantagens para o agronegócio

Acordo MERCOSUL - União Europeia trará vantagens para o agronegócio

A Superintendente de Relações Internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNA), Lígia Dutra apresentou dados da balança comercial do agronegócio brasileiro, o perfil do comércio com a União Europeia e as vantagens que o acordo de livre comércio deverá trazer para o setor agropecuário do Brasil.

Ela participou, na quarta-feira, 2, do debate promovido pelo Instituto Legislativo Brasileiro (Interlegis/ILB) sobre o tema “Acordo MERCOSUL – UE, Oportunidades e Desafios”, junto com o Embaixador Pedro Miguel, Secretário de Negociações Bilaterais e Regionais nas Américas, do Ministério das Relações Exteriores, o Embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez, o gerente de Negociações Internacionais da CNI, Fabrizio Panzini, e o consultor do Senado Federal, Fernando Lagares.

Lígia Dutra assinalou que “esse tipo de evento contribui para entendermos as oportunidades que a abertura comercial vai trazer ao Brasil e pavimentar os caminhos das reformas internas que precisamos fazer para poder melhor aproveitar essas oportunidades”, apontou. Na sua avaliação, existe uma perspectiva de crescimento muito grande da produção agrícola brasileira e esse aumento não poderá ser absorvido pelo consumo interno.

“A única alternativa para continuarmos crescendo e gerando riqueza para o Brasil é através de acordos comerciais, onde nós teremos preferências tarifárias para acessar mais mercados e com isso ter vantagens na competição com os nossos concorrentes”, afirmou.

Ao discutirem os desafios e as oportunidades do pacto, os debatedores demonstraram uma expectativa bastante positiva quanto ao seu futuro e avanços. Elencando algumas dessas oportunidades, o Embaixador Pedro Miguel lembrou que o acordo representa uma oportunidade de modernização de práticas e da legislação. O Embaixador Inácio Ybáñez seguiu na mesma linha afirmando que as economias abertas são o futuro.

Os painelistas também detalharam outros pontos de interesse sobre o tema como o impacto nas tarifas de importação e o tempo médio para queda das tarifas, o papel do Parlamento nas negociações que ainda estão em curso e a necessidade de se manter ou rever futuramente as cotas para produtos propostas no documento.

Balneário Camboriú terá primeiro terminal de passageiros exclusivo para cruzeiros

Balneário Camboriú terá primeiro terminal de passageiros exclusivo para cruzeiros

O Brasil terá seu primeiro porto com terminal de passageiros exclusivo para cruzeiristas. Na semana passada, o Ministério da Infraestrutura assinou o contrato de adesão em Terminais de Uso Privado (UTPs) que permite a construção do porto de Balneário Camboriú pela empresa PDBS. No início de setembro, os ministros do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, deram início às articulações para viabilizar o investimento em um terminal exclusivo de passageiros, inédito no país.

O porto de Balneário Camboriú é o primeiro passo de um projeto que pretende construir 15 instalações voltadas para o turismo marítimo em todo o Brasil.  Segundo dados da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), o país recebeu sete navios e teve 462,3 mil cruzeiristas na temporada 2018/2019, o que gerou uma movimentação de R$ 2,083 bilhões.

Foram oferecidos quase 500 mil leitos no período, número 15% superior ao da temporada passada, e os navios registraram 100% de ocupação. Os turistas tiveram um tempo médio de permanência de 5,5 dias e um gasto médio de R$ 2.929. Em cada cidade de escala, o impacto econômico médio gerado pelos cruzeiristas foi de R$ 581,35.

Em termos de empregos, a temporada 2018/2019 gerou 31,9 mil postos de trabalho na economia brasileira, resultado 15,3% superior ao número alcançado em 2017/2018. Deste total, 2,1 mil foram de tripulantes dos navios e 29,8 mil de empregos diversos. Foi o melhor resultado das últimas quatro temporadas.

Com a construção do primeiro terminal exclusivo de passageiros no porto de Balneário Camboriú, a estimativa é de que o impacto seja enorme no turismo marítimo brasileiro. De acordo com projeções, mais cinco navios seriam atraídos, colocando mais 300 mil turistas na costa brasileira, sendo 120 mil estrangeiros. Além disso, a expectativa é de criação de 1,5 mil empregos diretos e outros 10,5 mil indiretos. O impacto econômico seria de mais R$ 2 bilhões, um crescimento de 100% considerando os dados de 2018/2019.