Brasília, 29 de setembro de 2020 - 05h38

Bolívia denuncia ingerência da Argentina em processo eleitoral

29 de agosto de 2020 - 15:10:53
por: Marcelo Rech
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Bolívia denuncia ingerência da Argentina em processo eleitoral

O governo boliviano denunciou, nesta sexta-feira, 28, a ingerência da Argentina no processo eleitoral do país. Coube à ministra de Relações Exteriores, Karen Longaric, convocar o Encarregado de Negócios da Argentina em La Paz, Diego Alonso Garcés, para expressar o protesto boliviano contra as declarações de um funcionário do governo de Alberto Fernández.

No dia 22, o Subsecretário argentino de Obras Públicas, Edgardo Depetri, se comprometeu, após reunir-se com o ex-presidente Evo Morales, asilado na Argentina, "a fortalecer a participação de migrantes bolivianos" nas eleições de 18 de outubro. Para Longaric, “não se trata apenas de ingerência nos assuntos internos de outro país, mas também há o anúncio de uma manipulação das eleições, de um delito contra o processo”, sublinhou.

Seis ex-presidentes pedem o adiamento da eleição para presidente do BID

Seis ex-presidentes pedem o adiamento da eleição para presidente do BID

Na quarta-feira, 26, uma carta assinada por cinco ex-presidentes latino-americanos e um ex-primeiro ministro espanhol, pede o adiamento da eleição do novo presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), marcada para os dias 12 e 13 de setembro. O motivo: a pretensão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor um candidato norte-americano, contrariando as normas vigentes que preveem o preenchimento do cargo por um latino-americano.

Trump quer ver no comando do BID o republicano linha-dura Mauricio Clever-Carone, de origem cubana. A iniciativa do Estados Unidos é apoiada por Brasil, Colômbia, Uruguai e Peru. Fernando Henrique Cardoso (Brasil), Felipe González (Espanha), Ricardo Lagos (Chile), Julio María Sanguinetti (Uruguai), Juan Manuel Santos (Colômbia) e Ernesto Zedillo (México) são os seis ex-chefes de Estado firmaram a carta na qual fazem um “apelo ao respeito pelos acordos históricos e pela dignidade da América Latina”.

Colômbia pede e assumirá presidência do PROSUL

Colômbia pede e assumirá presidência do PROSUL

Na quinta-feira, 27, durante encontro virtual de dirigentes do Fórum para o Progresso da América do Sul (PROSUR), a Colômbia, através do presidente Iván Duque, pediu para assumir a presidência do bloco, o que acontecerá formalmente em dezembro próximo. Com isso, o Chile, atual presidente de turno do bloco, estenderá o seu mandato até o final de novembro. Em dezembro de 2021, já está negociado, o Paraguai presidirá o PROSUL.

Na reunião, os presidentes dos países que integram o PROSUL, também trataram da cooperação para o desenvolvimento e distribuição da futura vacina contra o Covid-19. Além disso, também trataram de temas relacionados com o comércio fronteiriço, tendo em vista que a passagem de cargas e mercadorias continua sendo parte do processo de superação dos problemas gerados pela pandemia, uma vez que não há escassez em nenhum dos países, e que o comércio exterior continua em vigor.

ONU celebrará 75 anos de fundação com Assembleia-Geral virtual

ONU celebrará 75 anos de fundação com Assembleia-Geral virtual

No dia 15 de setembro, uma terça-feira, teremos a abertura da 75ª Assembleia- Geral das Nações Unidas, com a presença de todos os 193 estados-membros da ONU (mais a Santa Sé e a Palestina como observadores). Pela regra de rodízio geográfico, a presidência da Assembleia caberá ao “Grupo da Europa Ocidental e Outros Países” que elegeu para essa função o Embaixador Volkan Bozkır da Turquia. Além dele, 21 vice-presidentes também são escolhidos com vistas a atender regras de equitativa representação geográfica. Apesar da melhora da situação da epidemia de COVID-19 em Nova Iorque, as reuniões presenciais das Nações Unidas e os múltiplos encontros bilaterais sofrerão necessariamente limitações em vista da pandemia.

No dia 21, segunda-feira, será realizada a reunião da Assembleia-Geral para celebrar os 75 anos da ONU, seguida da adoção de uma declaração sobre a organização. No dia seguinte, 22 de setembro, terça-feira, terá início o debate geral que prosseguirá, sem interrupção, por nove dias. Como consequência da pandemia, a maior parte dos pronunciamentos nacionais serão virtuais, ou seja, gravados para difusão. Por tradição, cabe ao Brasil abrir o debate geral, seguido dos EUA. O presidente Donald Trump já adiantou que pretende pronunciar o seu discurso da Casa Branca.

G7 nos Estados Unidos

Também no dia 15 de setembro, poderemos ter a abertura do 46ª encontro do Grupo dos 7 em Washington. O presidente Trump, como anfitrião do encontro, com o objetivo de diluir a relevância da China, teria decidido convidar a Rússia (expulsa do G-8 em 2014 quando invadiu a Ucrânia e tomou a Criméia), Austrália, Coréia do Sul e Índia. O Brasil é mencionado como um possível convidado ao encontro, mas não há confirmação a respeito.

Exportação de maçã do Chile para o Brasil terá novas normas

Exportação de maçã do Chile para o Brasil terá novas normas

A partir de 1º de janeiro de 2021, entram em vigor novos requisitos fitossanitários para exportação de maçãs frescas do Chile ao Brasil, incluindo tratamento contra a praga Cydia Pomonella. As normas estão previstas na Instrução Normativa 82, publicada na quarta-feira, 19, no Diário Oficial da União, pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Com a nova instrução, o Chile poderá adotar também como medida fitossanitária um Sistema de Mitigação de Risco (SMR), que envolve ações integradas aplicadas na produção, no beneficiamento e na certificação, para minimizar o risco de envio de produto contaminado ao Brasil. Esse SMR será auditado e reconhecido pelas autoridades brasileiras. O Chile e Argentina são os maiores exportadores de maçã para o Brasil, sendo que os chilenos destinam, em média, 20 mil toneladas da fruta por ano.