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Bolsonaro desautoriza ocupação da Embaixada da Venezuela no Brasil

14 de novembro de 2019 - 15:13:48
por: Marcelo Rech
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Bolsonaro desautoriza ocupação da Embaixada da Venezuela no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro foi taxativo ao desautorizar aqueles que ocuparam, por cerca de 12 horas, a sede da Embaixada da Venezuela no Brasil, nesta quarta-feira, 13. Além disso, ele ficou especialmente irritado com as manobras que teriam sido executadas por determinação da Embaixadora designada por Juan Guaidó, Maria Teresa Belandria, para ocupar o espaço.

Para o presidente, uma representação diplomática é inviolável e ponto. Não pode, sob nenhuma justificativa, ser palco das cenas lamentáveis registradas, especialmente do lado de fora. Bolsonaro enxergou no episódio, uma tentativa de monopolizar os holofotes no momento que em recebia os Chefes de Estado e de Governo da Rússia, Índia, China e África do Sul.

Importante destacar que, em 4 de junho, uma confusão envolvendo diplomatas brasileiros, colocou Jair Bolsonaro numa tremenda saia justa e o obrigou a receber as cartas credenciais de Belandria, no Palácio do Planalto. Apesar de reconhecer Juan Guaidó como presidente legítimo da Venezuela, o gesto é apenas simbólico. Nas relações internacionais não existe a figura do presidente autoproclamado. Menos ainda, a de Embaixadora designada.

Filho de ex-embaixador de Evo Morales no Brasil, o novo homem forte na Bolívia

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O filho do ex-embaixador da Bolívia no Brasil, indicado por Evo Morales, Jerjes Justiniano, é o novo homem forte no governo de transição. Ele ocupará a carteira de Ministro da Presidência, espécie de chefe da Casa Civil. O pai, diplomata, serviu em Brasília entre 2012 e 2014. Político socialista, ele ocupava o cargo quando o então senador Roger Pinto Molina fugiu para o Brasil. A operação resultou na demissão do então chanceler Antonio Patriota. À época, ele assegurou que não havia crise diplomática e deixou claro que a queda de Patriota era suficiente para Evo Morales. “A troca de ministros foi um gesto muito grande e de enorme significado”, afirmou.

Embaixador da Bolívia mente em ato pró-Evo na Câmara

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O Embaixador da Bolívia no Brasil, José Kinn Franco, mentiu ao afirmar que Evo Morales é vítima de um golpe que começou com sua eleição em 2005 – o líder indígena governou por três mandatos consecutivos – e que culminou com sua vitória (?) no referendo de 2016. O então presidente boliviano pretendia mudar a Constituição para poder a reeleição de forma indeterminada.
Em fevereiro de 2016, o Não às pretensões de Morales, recebeu 51,31%, enquanto o Sim, contou com 48,69%. Na Câmara, Franco afirmou que Evo Morales recebeu 64% dos votos. Lorena Martínez, Embaixadora da Nicarágua, e o diplomata Rolando Gómez González, Encarregado de Negócios de Cuba, também participaram do ato que contou com a presença de todos os líderes dos partidos de esquerda brasileiros.
José Kinn Franco, por outro lado, ignorou os resultados da auditoria realizada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) que detectou fraudes graves nas eleições do dia 20. De acordo com o relatório produzido pela entidade, é “estatisticamente improvável” que Evo Morales tenha conseguido os 10 pontos percentuais necessários para evitar a realização do segundo turno com Carlos Mesa.

Brasil ignora encontro do Sistema Econômico Latino-Americano e do Caribe

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Nos dias 18 e 19 de novembro, será realizado em Caracas, a 45ª reunião do Conselho de Ministros do Sistema Latino-Americano Econômico Latino-Americano e do Caribe (SELA), suja sede está justamente na Venezuela. O Brasil decidiu ignorar solenemente o evento e não enviará ninguém ao encontro. No dia 19, é quando os chanceleres têm previsto uma reunião para discutir temas econômicos e sociais regionais, mas Ernesto Araújo não acudirá nem os diplomatas brasileiros naquele país assistirão.