Brasília, 04 de agosto de 2020 - 17h41

EUA nega visto ao ex-Diretor-Geral da ABIN como Adido de Inteligência

17 de abril de 2020 - 17:14:37
por: Marcelo Rech
Compartilhar artigo:
EUA nega visto ao ex-Diretor-Geral da ABIN como Adido de Inteligência

O Estados Unidos, através do Departamento de Estado e de sua Embaixada em Brasília, não aceitou a indicação do ex-Diretor-Geral da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Janer Tesch Hosken Alvarenga, para atuar no país como Adido de Inteligência. Procurada, a ABIN informou que “não tem posicionamento a manifestar sobre o tema”.

O Ministério das Relações Exteriores recomendou que procurasse a ABIN. Já o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), ao qual a ABIN está subordinada, ignorou os pedidos de informação, assim como a representação diplomática norte-americana no Brasil e o chefe da estação da CIA no país, que também não quis falar sobre o assunto.

Janer chegou a viajar para os Estados Unidos de mudança e por mais de um mês, bancou a própria estadia, da esposa e dos filhos que também foram matriculados numa escola. Uma casa foi alugada, mas o visto de trabalho nunca chegou. Ele se apresentou ao Embaixador Nestor Foster, de quem recebeu a recomendação de manter os cuidados necessários de trabalho até que a situação estivesse completamente regularizada junto ao governo norte-americano, o que não aconteceu e ele foi obrigado a retornar ao Brasil.

Vários deputados consultados, estranharam o fato e consideram levar o assunto para discussão pela Comissão Mista de Acompanhamento das Atividades de Inteligência (CCAI), do Congresso Nacional. Há ainda, a previsão de que, em algum momento, seja apresentado um requerimento de informações exigindo que o MRE, o GSI e a ABIN esclareçam a situação. Neste caso, nenhum deles poderá negar.   

Bolívia reclama diálogo para manter os níveis de exportação de gás

Bolívia reclama diálogo para manter os níveis de exportação de gás

O governo boliviano está preocupado com a decisão da Petrobras de diminuir para 10 milhões de metros cúbicos a importação do gás natural. Em março, a estatal brasileira firmou um acordo com a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), sua contraparte na Bolívia, se comprometendo a importar um mínimo de 14 milhões de metros cúbicos até o máximo de 20 milhões.

O negócio renderia, à Bolívia, cerca de US$ 6 bilhões pelos próximos seis anos. Herland Soliz, presidente da YPFB, quer uma conversa direta com os executivos da Petrobras. Nada de troca de cartas. Ele exige que os direitos e deveres estabelecidos em 6 de março, sejam cumpridos e assegura que, em tempos de pandemia, o país não pode se dar ao luxo de produzir e vender menos gás.

Paraguai denuncia retenção de respiradores pelo Brasil

Paraguai denuncia retenção de respiradores pelo Brasil

Os parlamentares paraguaios do MERCOSUL, denunciaram junto ao parlamento do bloco, a retenção, pelo Brasil, de 50 respiradores adquiridos para as ações de combate ao coronavirus. Tomás Bittar (ANR) e Manuel Morínigo (PLRA) entregaram o protesto ao presidente do PARLASUL, o argentino Oscar Laborde e lamentaram que a entidade não tenha nenhuma capacidade de exercer pressão e influência junto aos governos dos países que conformam o MERCOSUL. O senador Patrick Kemper (Hagamos) enviou carta ao presidente Jair Bolsonaro cobrando o envio dos equipamentos.

Os dois parlamentares pedem que o MERCOSUL se mobilize para que a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), vinculada ao Ministério da Economia, reveja a decisão que restringe a exportação de determinados equipamentos médicos, entre eles ventiladores pulmonares, conhecidos como respiradores. Como o Paraguai não tem acesso ao litoral, as importações precisam passar pelos portos dos países vizinhos, principalmente brasileiros.

Paraguai não elegerá deputados para o Parlamento do MERCOSUL

Paraguai não elegerá deputados para o Parlamento do MERCOSUL

O Senado paraguaio decidiu nesta quarta-feira, 15, que o país não realizará eleições para deputados do Parlamento do MERCOSUL a partir de 2023. O Paraguai tem direito a 18 representantes do PARLASUL e essa representação custa cerca de US$ 100 milhões anuais. A exemplo do Brasil, o Paraguai irá destacar deputados eleitos como representantes por período determinado, as reuniões regionais. A decisão ainda depende de ratificação pela Câmara dos Deputados.

Na contramão, tramita na Câmara dos Deputados do Brasil, proposta para a realização de eleições para os representantes do país no Parlamento do MERCOSUL. O texto está parado na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e sofre fortes pressões dos atuais membros da Representação Brasileira no MERCOSUL, uma comissão com 28 deputados federais titulares e 28 suplentes, mais 22 senadores, 11 titulares e 11 suplentes. Eles não querem mudanças nas regras e acumulam as vantagens com uma reunião mensal realizada em Montevideo, no Uruguai.