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OEA abre uma porta para a intervenção militar na Venezuela

11 de setembro de 2019 - 18:51:59
por: Marcelo Rech
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OEA abre uma porta para a intervenção militar na Venezuela

A Organização dos Estados Americanos (OEA) abriu, nesta quarta-feira, 11, uma porta para que haja uma intervenção militar estrangeira na Venezuela. Apesar do Grupo de Lima ter se posicionado contrário a qualquer tipo de intervenção naquele país, a decisão de ativar o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) busca dar legitimidade à possível derrubada do atual regime.

A oposição venezuelana festeja a decisão que contou com o apoio do Brasil e de mais 11 países. Dos integrantes do Grupo de Lima, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Guatemala, e Honduras, votaram a favor da ativação do TIAR.  Paraguai e Peru, se abstiveram junto com a Costa Rica que buscou, por meio de uma emenda, assegurar que uma intervenção militar estaria fora das futuras ações.

Como, aliás, reiterou o Grupo de Lima em diversas ocasiões por meio de declarações conjuntas. Inclusive, essa garantia pretendia atrair China e Rússia, potências que descartam qualquer tipo de ingerência contra o governo de Nicolás Maduro. Convém destacar ainda, que os Estados Unidos, que não integram o Grupo de Lima, enviaram representantes para as duas últimas reuniões realizadas em Lima e Bogotá.

Diálogo de Parceria Estratégica Brasil - EUA

Diálogo de Parceria Estratégica Brasil - EUA

Na sexta-feira, 13, terá lugar em Washington, mais um encontro da U.S.-Brazil Strategic Partnership Dialogue, que será aberto pelo ministro Ernesto Araújo e o Secretário de Estado, Mike Pompeo, mas que será conduzido, na parte brasileira, pelos embaixadores Pedro Miguel da Costa e Silva, Secretário de  Negociações Bilaterais e Regionais nas Américas; Norberto Moretti, Secretário de Política Externa Comercial e Econômica; e Fabio Marzano, Secretário de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania

O encontro irá girar em torno de três grandes blocos, denominados os pilares para a relação bilateral: Apoio à governabilidade democrática; Busca da prosperidade econômica; e Fortalecimento da cooperação em segurança e defesa e promoção da paz e do Estado de direito.

Na oportunidade, diplomatas brasileiros e norte-americanos, irão aprofundar o estado das relações para diagnosticarem o que está avançando e o que não está. Caso seja necessário, temas que não estão saindo do papel poderão receber um impulso político.

Além disso, irão debruçar-se sobre as ações regionais na Venezuela, Cuba e Nicarágua, para incluir o impacto da migração venezuelana na região; questões de transparência e anticorrupção; e o fortalecimento da democracia e da cooperação em direitos humanos, para incluir a liberdade religiosa. Além disso, haverá uma discussão sobre o envolvimento baseado em regras da China, Coreia do Norte, Irã e outras nações, e a cooperação na OEA, na ONU e em outros foros regionais e globais.

No campo econômico, as discussões se darão em torno da expansão da OCDE e a adesão do Brasil; visão estratégica do comércio internacional, investimento e oportunidades bilaterais; ciência, tecnologia e inovação, para incluir economia digital, educação e desenvolvimento da força de trabalho; energia, mineração e infraestrutura; e meio ambiente.

Por fim, no campo da Segurança e Defesa, a agenda contempla debates sobre a cooperação em matéria de não proliferação nuclear; para impedir o uso de armas químicas e armas biológicas; cibernética bilateral e multilateral; cooperação militar e designação do Brasil como "grande aliado não pertencente à OTAN"; antiterrorismo; e no combate às drogas e organizações criminosas internacionais, para incluir o tráfico de armas de fogo.

Segurança das infraestruturas críticas em Finanças é tema do GSI

Segurança das infraestruturas críticas em Finanças é tema do GSI

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) criou o Grupo Técnico relacionado à área de Finanças, no âmbito da Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Conselho de Governo, para estudar e propor a implementação de medidas e de ações relacionadas com a segurança das infraestruturas críticas na área de Finanças.

Este Grupo será coordenado pelo brigadeiro Ary Soares Mesquita, Secretário de Assuntos de Defesa e Segurança Nacional do GSI e coordenador do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras, e será integrado por representantes do ministério da Economia e do Banco Central.

O Grupo Técnico de Segurança de Infraestruturas Críticas de Finanças terá 30 dias para apresentar relatório contendo recomendações de segurança das infraestruturas críticas da área de Finanças

De acordo com o GSI, compete à Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional formular diretrizes de matérias relacionadas a assuntos de segurança e defesa nacional.

Exércitos do Brasil e dos EUA discutem parcerias

Exércitos do Brasil e dos EUA discutem parcerias

O Comandante do Exército Sul dos Estados Unidos, Major-General Daniel R. Walrath, fez visita oficial ao Quartel-General do Exército (QGEx), em Brasília, nesta terça-feira, 10. Walrath acompanhado do seu Subcomandante de Interoperabilidade, o General de Brigada Alcides Valeriano de Faria Junior, do Exército Brasileiro.

O chefe do Exército norte-americano teve reunião com o 5º Subchefe do Estado-Maior do Exército, General de Divisão Jorge Cardoso Martins e reuniu-se com o Comandante do Exército, General Edson Leal Pujol. Ele também pôde conhecer a Sala de Comando e Controle do Comando de Operações Terrestres (COTER) e o Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEx).

O Exército Sul dos Estados Unidos (United States Army South) é um componente do Comando Sul daquele país e está sediado no Fort Sam Houston, na cidade de San Antonio. Sua zona de responsabilidade inclui 31 países e 15 áreas de soberania espacial nas Américas Central e do Sul, além do Caribe, tendo a missão de conduzir e apoiar operações de cunho multinacional.

Exército tem programa para atualizar a frota de blindados

Exército tem programa para atualizar a frota de blindados

Em abril deste ano, o Exército criou um Grupo de Trabalho (GT) para realizar a Formulação Conceitual Meios Blindados do Exército Brasileiro, conforme o previsto nas Instruções Gerais para a Gestão do Ciclo de Vida de Sistemas e Materiais de Emprego Militar. O GT é coordenado pelo Comandante da 3ª Divisão de Exército (Cmt 3ª DE), localizada em Santa Maria (RS).

Neste momento, o Exército está prospectando soluções e analisando as melhores linhas de ação para aumentar sua capacidade operacional nesta área, onde não apenas materiais estão sendo avaliados, mas toda a estrutura necessária para implementação da capacidade (doutrina, organização, adestramento, material, educação, pessoal e infraestrutura).

Diversas empresas já fizeram apresentações, dentro do objetivo de obter subsídios para a proposta de modelo de obtenção, tais como IVECO, AKAER, SAVIS, ARES, EQUITRON, BAE SYSTEMS, KMW, dentre outras. Os trabalhos do GT envolvem atividades de curto, médio e longo prazo. Atualmente existem recursos disponíveis dentro do Programa Obtenção da Capacidade Operacional Plena, que já contempla a modernização das viaturas blindadas do Exército, em particular dos VBTP M113, VTE PC M577, VBRemun M992A, VBC OAP M109 A5 e VB Soc M88A1, VBTP URUTU, dentre outras. Após a definição do modelo de obtenção, será decidido sobre a alocação de recursos adicionais e soluções para o financiamento das atividades necessárias à sua implementação.