Brasília, 16 de janeiro de 2019 - 17h36

Os maus perdedores

02 de janeiro de 2019
por: Marcelo Rech
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Os maus perdedores

O Partido dos Trabalhadores (PT) encerra 2018 com um gesto que revela o seu verdadeiro sentimento pela democracia: aquela que só vale quando o partido ganha. Como um mau perdedor, tratou de arregimentar seus satélites para boicotar a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro.

No entanto, o boicote não foi contra a pessoa do eleito, mas contra a democracia e contra a maioria dos mais de 57 milhões de brasileiros que disseram não ao PT. Trata-se de mais um gesto arrogante de um partido que traiu a sociedade, aliou-se ao que há de pior na política e fez da corrupção um processo institucional. Além de nunca ter reconhecido seus erros e pecados!

Ao invocar a suposta intolerância de Bolsonaro contra as minorias que tanto defende, o PT devolve intolerância, arma uma resistência que não encontra eco em uma sociedade cansada dos seus esquemas e constrói um muro onde deveria haver uma ponte. Mais uma vez, faltou estatura política ao que hoje ainda insiste em ser um partido.

Ocorre que as ditas “forças progressistas” estão entre as que mais menosprezam as próprias bandeiras. Ascenderam ao poder para transformar o país, mas destroçaram o pouco que havia de decente e trataram de dividir a sociedade para dominá-la. Os verdadeiros interesses nacionais sempre foram relegados a um segundo plano.

Não podemos esquecer que o PT não assinou a Constituição de 1988, negou-se a firmar a Lei de Responsabilidade Fiscal e não aceitou o Plano Real que pôs fim à inflação galopante no país, entre outros. Isso sem contar que nunca puniu seus integrantes flagrados em desvios vergonhosos.

É lamentável que o PT e seus órgãos acessórios se permitam mais este vexame, mas o lado bom disso tudo é que mostram de forma contundente o que realmente são.

 

Politicamente correto 1

Politicamente correto 1

As eleições de outubro mostraram, entre outras coisas, a verdadeira face do “politicamente correto”. Nesta terça-feira, 1º, a primeira dama Michelle Bolsonaro, com elegância, equilíbrio e discrição, mostrou que se pode trabalhar pelas minorias de forma simples e objetiva.

Nascida na cidade satélite de Ceilândia, uma das mais pobres do Distrito Federal, filha de nordestinos e engajada em ações sociais há muitos anos, ela fez mais em 20 minutos do que as “celebridades” nacionais fizeram em uma vida inteira.

Foi a primeira vez que uma primeira dama se pronunciou na posse de um presidente. E o fez dirigindo-se às pessoas com necessidades especiais, sem, contudo, tratá-los como coitados, mas como pessoas dignas e capazes.

Politicamente correto 2

Mas Michelle Bolsonaro não foi festejada pelas feministas, o que mostra que o politicamente correto da esquerda é seletivo. As mulheres festejadas são as de esquerda. O deputado Hélio Bolsonaro foi o mais votado do Rio de Janeiro. Negro, ele não foi festejado por nenhum defensor das minorias. O negro empoderado é o negro de esquerda.

Politicamente correto 3

Joice Hasselmann, jornalista, radialista, escritora, comentarista, ativista política, política brasileira e a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados da história do Brasil, também foi solenemente ignorada pelas defensoras do empoderamento das mulheres. Foi eleita pelo partido de Bolsonaro, então, dane-se o fato de ser mulher.

Nem mesmo a deputada Joênia Wapichana, a primeira mulher índia a se formar em Direito, na Universidade Federal de Roraima e eleita em outubro, foi festejada. Com a palavra os defensores das minorias!

Número 2

Número 2

O número 2 do ministério das Relações Exteriores, Embaixador Otávio Brandelli, criou uma tremenda saia justa ao Embaixador da Argentina no Brasil, Carlos Magariños, em audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado.

Em fevereiro, quando o Grupo Parlamentar Brasil – Argentina realizava a sua primeira reunião do ano destinada a discutir a criação de organismo bilateral de metrologia, Brandelli fez uma cobrança pública ao diplomata.

“E aí eu vou pedir o favor do Embaixador Magariños de falar com as suas autoridades, porque só nos falta o consenso da Argentina para iniciar o processo. Brasil, Paraguai e Uruguai já concordaram que é necessário fazer a modificação do regulamento de contaminantes”, afirmou.

Em resposta Magariños não escondeu a irritação: “Com Otávio, nos reunimos na semana passada. Ele não falou disso, mas não importa; vamos tomar a oportunidade agora, que estamos aqui. Eu concordo com isso, mas, infelizmente, até agora, só mediram a representação da Argentina, não do Uruguai nem do Paraguai. Assim, estou aqui falando da necessidade de melhorar isso”.

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