Brasília, 04 de agosto de 2020 - 16h15

Os políticos que desejam o caos e querem arrastar os militares

04 de abril de 2020 - 13:22:03
por: Marcelo Rech
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Os políticos que desejam o caos e querem arrastar os militares

No Brasil atual, temos um ambiente cada vez mais tóxico que busca semear o caos completo e, com isso, derrubar um presidente eleito com mais de 57 milhões de votos. Um presidente que comete erros, cujo governo tem problemas, mas que está longe de ser autoritário. Tanto isso é verdade, que tem recuado de muitas de suas intenções. Um regime ditatorial jamais recua.

Esse ambiente tóxico é também resultado de um ativismo político de grande parte dos meios de comunicação. O ato sagrado de formar opinião foi abandonado pelo desejo obsessivo de vender. E vender implica, quase que necessariamente, focar no drama, no caos. Claro, isso ganha outra conotação quando os recursos públicos deixam de entrar nas contas dos grandes grupos de comunicação.

Agora, há uma estratégia firme em curso: arrastar os militares que formam parte do núcleo de poder, para uma conspiração contra o presidente. Os militares que o cercam, têm um passado, uma história, uma ética, que vai muito além desses desejos golpistas. Muitos até divergem do presidente, mas daí a acreditar que se uniriam à classe política, para derrubá-lo, vai uma distância enorme.

Sem contar, a mais completa falta de bom senso. Principalmente, quando vimos os nomes que sugerem renúncia e/ou o afastamento de Jair Bolsonaro. Não são, digamos assim, os políticos com mais credibilidade junto à opinião pública, para dizer o mínimo. Oportunistas têm brotado mais que os casos de coronavirus confirmados. E o olhar não é para o hoje, mas para o amanhã, 2022.

Venezuela: entre a asfixia e a quebra do regime

Venezuela: entre a asfixia e a quebra do regime

Na semana passada, os Estados Unidos decidiram apertar o cerco contra o regime de Nicolás Maduro e impuseram uma recompensa de US$ 15 milhões por sua cabeça. Esta semana, aumentaram a presença militar na costa do país e lançaram uma proposta que visa retirar o país do impasse com Juan Guaidó e Nicolás Maduro, deixando o poder.

A ideia é asfixiar o regime, impedindo que a Venezuela mantenha negócios ilícitos, incluindo o contrabando de ouro, e que receba seja lá o que for, do exterior. As três medidas, associadas, pretendem quebrar a lealdade dos militares com Maduro e abrir caminho para que um Conselho de Estado inicie o processo de transição que culminará com eleições gerais.

A proposta norte-americana é endossada pelos países do Grupo de Lima. O Brasil entende que não é momento para se pensar em uma intervenção militar, mas aumentar as pressões. Além disso, o país não foi consultado sobre a decisão do Departamento de Defesa norte-americano, de sitiar militarmente a costa venezuelana. No entanto, não vamos nos opor.

Cuba, o efeito colateral mais desejado

Cuba, o efeito colateral mais desejado

O cerco norte-americano contra a Venezuela, fará de Cuba o efeito colateral mais desejado. Sob embargo econômico desde 1962, Cuba tem sobrevivido graças ao petróleo venezuelano, entregue regularmente, apesar de não haver combustível na Venezuela.

Isso se explica, segundo diplomatas brasileiros e estrangeiros, por conta da forte dependência do regime de Nicolás Maduro, da proteção cubana. Hoje, Cuba mantém agentes em alguns dos postos mais estratégicos da estrutura governamental venezuelana.

Se as ações dos Estados Unidos funcionarem, em poucos dias, Cuba ficará completamente sem petróleo, o que irá agravar ainda mais uma realidade que já é extremamente dura.

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