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Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas agora em SC

05 de maio de 2020 - 17:41:15
por: Marcelo Rech
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Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas agora em SC

Contra tráfico de drogas e contrabando, programa federal de segurança nas fronteiras chega a Santa Catarina. Agora, são dez os estados brasileiros que integram o Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (VIGIA). As ações estratégicas vão envolver núcleos de ponta das forças de segurança no território catarinense. É o que assegura o coordenador-geral de Fronteiras da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Eduardo Bettini.

Segundo ele, “nosso plano de ação em Santa Catarina reúne duas linhas de esforços: uma na fronteira e outra na divisa, com delegacias e unidades de fronteira trabalhando em conjunto. Haverá integração entre as unidades de fronteira, fornecendo apoio de delegacias especializadas da Polícia Civil e unidades especializadas da Polícia Militar. Nas divisas e em parte das fronteiras trabalharemos com instituições da Secretaria de Segurança Pública, em ações de inteligência e com equipes móveis integradas”, explicou. 

O VIGIA conta com mais de 1.500 agentes de segurança pública federais e estaduais, além de órgãos de fiscalização e controle, e da área de defesa. Unindo as principais instituições que atuam na fronteira do país, o programa já impôs um prejuízo de cerca de R$ 750 milhões a organizações criminosas. Também evitou um prejuízo de mais de R$ 250 milhões aos cofres públicos referentes ao que deixaria de ser arrecadado, em impostos com o contrabando de cigarros. O programa apreendeu, ainda, mais de 125 toneladas de drogas, cerca de 50 milhões de maços de cigarros, mais de 130 embarcações roubadas, além de 1350 veículos roubados recuperados.

Até o momento, foram investidos mais de R$ 40 milhões em equipamentos. A previsão é investir R$ 22 milhões em sistemas de comunicação nas fronteiras, R$ 1,7 milhões em viaturas, R$ 1,5 milhões em óculos de visão noturna e R$ 300 mil em kits de atendimento pré-hospitalar tático.

MERCOSUL divide US$ 5,8 milhões para pesquisas sobre Covid-19

MERCOSUL divide US$ 5,8 milhões para pesquisas sobre Covid-19

O MERCOSUL, através do Fundo de Convergência Estrutural (FOCEM), irá dividir a partir desta terça-feira, 5, US$ 5,8 milhões para os países membros do bloco realizarem pesquisas sobre o novo coronavirus. O projeto plurinacional conta com a participação do Instituto de Biomedicina de Buenos Aires (IBIOBA-CONICET), da Argentina, da Fundação Osvaldo Cruz (FIOCRUZ), do Brasil, do Laboratório Central de Saúde Pública (LCSP) e CEDIC, do Paraguai, e do Instituto Pasteur, do Uruguai.

Desse total, o Uruguai receberá US$ 2,7 milhões para financiar a execução de 50 mil diagnósticos e mais 200 mil ensaios sorológicos. O Uruguai se comprometeu ainda, a produzir outros 200 mil kits de serodiagnóstico para a Argentina e o Paraguai.

Paraguai construirá Unidades de Saúde da Família com recursos de Itaipu Binacional

Paraguai construirá Unidades de Saúde da Família com recursos de Itaipu Binacional

O governo do Paraguai irá construir 42 Unidades de Saúde da Família nos departamentos de Central e Alto Paraná, financiados com recursos da Usina Binacional de Itaipu. As unidades custarão cerca de US$ 10 milhões e devem gerar mais de 2 mil novos empregos diretos.

Essas unidades se somarão às 18 já em funcionamento, um laboratório, um Centro Regulador de Serviços de Emergências Médicas e um Albergue Materno Infantil, todos construídos com recursos de Itaipu nos departamentos de Concepción e San Pedro.

Indústrias gaúchas preocupadas com as incertezas argentinas no MERCOSUL

Indústrias gaúchas preocupadas com as incertezas argentinas no MERCOSUL

A decisão da Argentina de abandonar as negociações futuras de acordos comerciais dentro do MERCOSUL e o seu recuo posterior, tem gerado muitas incertezas dentro do bloco. A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) também está preocupada.

“Apesar de seus problemas, o MERCOSUL é bom comercialmente para as indústrias brasileiras e gaúchas, pois é o principal bloco para as exportações de manufaturados. Muitas pequenas e médias empresas mantêm estratégia de internacionalização regionalmente e o MERCOSUL resulta na melhor opção”, afirma o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry. Atualmente, cerca de 700 empresas gaúchas exportam para a Argentina.

Petry revelou que o relacionamento bilateral é “muito relevante para a economia do Rio Grande do Sul e deve ser preservado”. Segundo ele, mais de 9% das exportações gaúchas no ano passado foram para o MERCOSUL, sendo 55% para a Argentina, país que terminou como o quarto principal destino das exportações do Estado, totalizando 5,07% de tudo que o RS vendeu.

“Com este anúncio, é natural que haverá maior esforço do Brasil para entrar em negociação com os Estados Unidos e com o Japão, ambos de altíssimo interesse para o nosso país”, reforçou Petry, reiterando ser fundamental que essa decisão não afete outros acordos em andamento, como o automobilístico, prorrogado até junho de 2022, e que representa cerca de 50% do comércio Brasil e Argentina.