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Um MERCOSUL ideológico é o que quer a Argentina

04 de julho de 2020 - 12:44:18
por: Marcelo Rech
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Um MERCOSUL ideológico é o que quer a Argentina

O presidente argentino Alberto Fernández receberá em dezembro, a presidência pro tempore do MERCOSUL, bloco que completará 30 anos em 2021. Até lá, seguirá trabalhando contra os acordos de livre comércio em fase final de análise e aqueles que seguem em negociação. Para o líder argentino que fez questão de ignorar o presidente brasileiro na abertura da 56ª Cúpula do MERCOSUL, realizada na quinta, 2, os líderes latino-americanos são divididos em dois grupos: os seus amigos e os outros.

Como lembra Luis Antonio Hierro López, empresário e político uruguaio, que serviu como vice-presidente na gestão de Jorge Battle, entre 2000 e 2005, essa visão busca retomar a concepção ideológica sobre a integração regional. Trata-se de uma estratégia que exclui Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai, os principais vizinhos da Argentina.

Hierro López destaca que o problema não está nas diferenças ideológicas dos mandatários de turno, mas na imposição extremista daqueles que negam enxergar nas diferenças, uma virtude. Para Fernández, é preciso ressuscitar a esquerda, pois apenas os seus líderes sabem como mudar o mundo. O resto, é apenas o resto.

Mais uma vez, agro puxa as exportações brasileiras

Mais uma vez, agro puxa as exportações brasileiras

O Ministério da Economia divulgou na quarta-feira, 1º, os dados de importações e exportações de junho. O país fechou com saldo positivo de US$ 7,5 bilhões, acima do que se projetava para junho, que estava na casa de US$ 6,95 bilhões.

Já as importações caíram 27,4%. Em produtos agropecuários que entraram em território brasileiro a queda foi de 15,6%. As exportações também caíram, 12% em comparação com o mesmo período do ano passado. A exceção é o setor do agronegócio cujas vendas tiveram alta de quase 30% (29,7%) no mês.

Marinha Mercante destina R$ 757 milhões para projetos do setor naval

Marinha Mercante destina R$ 757 milhões para projetos do setor naval

O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante aprovou o repasse de R$ 757,2 milhões para projetos destinados ao setor naval, entre eles reparo e construção de embarcações de apoio marítimo, apoio portuário, cabotagem e construção de estaleiros. O Conselho também aprovou o orçamento do FMM para 2021, no montante de R$ 6,8 bilhões.

A decisão foi aprovada durante a 44ª Reunião Ordinária do CDFMM, realizada na última quinta-feira, 2. A maior parte dos recursos, R$ 694,6 milhões, foi destinada a projetos novos e os R$ 62,6 milhões restantes para aqueles já aprovados pelo Conselho e que obtiveram novo prazo para contratação do financiamento com recursos do Fundo. Houve também alteração de estaleiros de projetos já priorizados. As obras serão realizadas nos seguintes estaleiros: Enseada (BA), Arpoador (SP), Aliança (SC), Wilson Sons (SP), Navship (RJ), Oxnaval (RS), BEHIDRO (PA), ERAM (AM) e Vard Promar (PE).

Dependência da China preocupa suinocultores de Santa Catarina

Dependência da China preocupa suinocultores de Santa Catarina

Os embargos impostos pela China e o endurecimento nas regras sanitárias às empresas exportadoras preocupam os suinocultores de Santa Catarina, pois certa de 60% do envio de carne suína catarinense vaia justamente para a China. “Pelo menos 55% da produção brasileira também vai para a China. A suinocultura está dependente deste mercado, o que é um grande risco porque o nosso consumo interno está retraído. Se tivermos qualquer problema com os chineses, não conseguiremos absorver o excedente de produção. E quem vai pagar a conta mais uma vez são os produtores”, enfatiza Losivanio Luiz de Lorenzi, presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS).

Das 181 mil toneladas de carne suína exportadas por Santa Catarina em 2020, 108 mil tiveram a China como destino. “Precisamos diversificar o mercado internacional e melhorar o consumo interno. Também precisamos ter um controle da produção de suínos, embora muitos achem que isso seja uma utopia”, defendeu.

O governo brasileiro teme mais suspensões de frigoríficos pela China, além das três unidades que já tiveram as exportações barradas por Pequim diante do endurecimento das restrições sanitárias à importação de alimentos no país. Antes das primeiras suspensões, 102 frigoríficos do Brasil estavam habilitados a exportar à China.

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