Brasília, 20 de novembro de 2019 - 14h45

Venezuelanos, mobilidade e corresponsabilidade

22 de abril de 2019 - 17:55:25
por: Marcelo Rech
Compartilhar artigo:
Venezuelanos, mobilidade  e corresponsabilidade

Nos dias 8 e 9 de abril, representantes da Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela, participaram da III Reunião Técnica Internacional sobre Mobilidade Humana de Cidadãos Venezuelanos na Região, realizada em Quito. Um dos mais afetados pela imigração venezuelana, o Brasil não participou do encontro.

A reunião teve como objetivo, discutir o acordado na Declaração de Quito, de 4 de setembro do ano passado, e o Plano de Ação deste processo, de 23 de novembro de 2018. Trata-se de um esforço liderado pelo Equador, de tratar da crise venezuelana sob a ótica dos seus cidadãos, as principais vítimas do desarranjo vivido por aquele país.

Um dos elementos mais importantes, diz respeito ao incremento da coordenação, comunicação e articulação adequadas entre os países de trânsito e acolhida dos migrantes. De acordo com os participantes, 3,5 milhões de venezuelanos encontram-se em situação de mobilidade humana, situação que cobra o necessário apoio técnico e financeiro por parte da comunidade internacional.

Os países da região que têm outorgado o status migratório regular a essas pessoas, lançaram também um apelo à comunidade internacional sob o princípio da corresponsabilidade, a destinar e priorizar da forma mais imediata possível, fundos não reembolsáveis para apoiar aqueles que lidam com a crise diretamente.

Como há uma tendência de piora da crise na Venezuela, este é um debate que deve ganhar corpo e importância, mais até que uma pretensa intervenção militar estrangeira naquele país. A próxima reunião será realizada em Buenos Aires nos dias 4 e 5 de julho. É bom que o Brasil esteja presente.

Embaixador em Washington

Embaixador em Washington

O governo brasileiro ainda não definiu quem será o próximo embaixador em Washington, mas se depender do setor privado, este nome seria o do consultor Murillo de Aragão, da Arko Advice. Carta ao presidente Jair Bolsonaro foi enviada firmada por 40% do PIB do Brasil, chancelando o nome de Aragão.

Enquanto isso, o nome de Todd Chapman, oficial de carreira Departamento de Estado com mais de 25 anos de experiência, e atual Embaixador dos Estados Unidos no Equador, deve ser confirmado em breve como novo chefe da missão norte-americana em Brasília. Chapman assumiu como embaixador em Quito em janeiro de 2016.

Com 11 anos de idade, em 1974, acompanhando a família, ele foi morar no bairro de Santo Amaro, na cidade de São Paulo. Viveu na cidade por sete anos. De 2007 a 2010, Chapman serviu na Embaixada dos Estados Unidos em Maputo (Moçambique) e depois de passar uma temporada em Cabul (Afeganistão), foi destinado para Brasília onde atuou como ministro conselheiro entre 2011 e 2014.

Interesses paraguaios

Interesses paraguaios

Bernardino Hugo Saguier Caballero, um dos mais experientes diplomatas paraguaios assumirá a Embaixada deste país em Brasília. Na semana passada, ele prestou juramento ao presidente Mario Abdo Benítez de quem recebeu a primeira orientação: defender os interesses do Paraguai na renegociação do Tratado de Itaipu. Sobre as negociações do Anexo C do Tratado de Itaipu, Caballero afirmou: “justamente esse é um dos temas que me leva a Brasília”.

Cooperação e Facilitação de Investimentos

Cooperação e Facilitação de Investimentos

Brasil e Equador concluíram na semana passada, as negociações para o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos. O acordo contribuirá para melhorar o clima para os investimentos estrangeiros entre os dois países, dando segurança e garantias aos investidores. Além de tratar de questões relacionadas com o regime de investimentos, o acordo incorpora mecanismos para a facilitação e a cooperação, que pretende prevenir o surgimento de disputas entre os dois países.

Colômbia Tecnológica

Colômbia Tecnológica

O engenheiro industrial Darío Montoya Mejía foi confirmado como futuro Embaixador da Colômbia no Brasil. Ele deixa o cargo de reitor da Institución Universitaria Digital de Antioquia e deve assumir em breve o posto em Brasília, vago desde novembro do ano passado.

Especializado em finanças, formulação e avaliação de projetos de investimentos privados, Darío Montoya Mejía também é graduado em Gestão Tecnológica pela PUC de São Paulo.

Na Colômbia, ele também foi diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem (SENA) e desde 1995, lidera o movimento que desenha e implementa a política nacional para a criação e desenvolvimento de empresas, com o apoio de diversas organizações privadas e públicas.

Bolívia de olho na hidrovia

Bolívia de olho na hidrovia

A Bolívia pretende exportar 100 mil toneladas de ureia para o Brasil através da Hidrovia Ichilo-Mamoré, pelo estado de Rondônia. De acordo com o vice-ministro de Industrialização, Comercialização, Transporte e Armazenagem de Hidrocarbonetos, Humberto Salinas, como teste, 200 toneladas serão transportadas pela hidrovia nesta semana.

Ele explicou que a Bolívia se tornou autossuficiente a partir de 2006 com a nacionalização do setor e a implementação dos 36 projetos de industrialização do gás natural. O Brasil importa 100% da ureia boliviana destinada ao mercado internacional.