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29/06/2005
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29/06/2005

UNODC

Comércio internacional de drogas chega a US$ 322 bilhões

O Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime [UNODC] divulgou nesta quarta-feira, o Relatório Mundial sobre Drogas de 2005. Segundo o documento, as vendas de drogas ilícitas geram cerca de US$ 322 bilhões, o que equivale a 0,9% do PIB mundial.

São 200 milhões de pessoas envolvidas neste comércio. O produtor fica com apenas 4% do valor das vendas ao consumidor final [US$ 12,8 bilhões]. As vendas no atacado totalizam US$ 94 bilhões.

Os três maiores mercados consumidores dessas substâncias são a América do Norte [Canadá, Estados Unidos e México], com 44% do total, a Europa [33%] e a Ásia [11%].

A maconha apresenta os maiores resultados financeiros, com vendas no varejo estimadas em US$ 113 bilhões. Em seguida vêm a cocaína [US$ 71 bilhões], os opiáceos [U$ 65 bilhões], o haxixe [US$ 29 bilhões], as anfetaminas [U$ 28 bilhões] e o ecstasy [US$ 16 bilhões].

O Relatório apresenta o Índice Global de Drogas Ilícitas [IDI], que procura estabelecer parâmetros que viabilizem o acompanhamento sistemático e periódico do problema das drogas em diferentes países e regiões do mundo.

Esse indicador é composto por três variáveis [produção, tráfico e consumo] e considera a importância de cada uma das variáveis nas regiões estudadas.

Depois da Ásia, está a América do Sul, onde o problema reflete as atividades de produção e tráfico na região dos Andes. Na América do Norte [Canadá, Estados Unidos e México], que responde pelo terceiro maior IDI do mundo, o problema relaciona-se ao consumo e tráfico, com destaque para a produção de drogas sintéticas.

Cerca de 5% da população mundial entre 15 e 64 anos consome drogas ilícitas, revela o relatório do UNODC. Esse número representa um acréscimo de 0,3% em relação ao relatório anterior, devido principalmente ao aumento no consumo da maconha, mas ainda é significativamente menor que o consumo de álcool e tabaco nessa mesma faixa da população: 50% e 30%, respectivamente.

Em 2004, a produção global de cocaína foi de 687 toneladas, um crescimento de 2% em relação a 2003, devido a um crescimento da produção de folha de coca na Bolívia e no Peru. Na Colômbia, onde está concentrada metade dos plantios, as áreas de cultivo de folha de coca diminuíram em 50% desde 1999.

O relatório confirma que o Brasil possui um nível de consumo médio, se comparado com outros países do mundo. Numa lista de 15 países, o Brasil aparece no 7º lugar no consumo de ecstasy, 10º lugar no consumo de cocaína e anfetaminas e 12º lugar no consumo de cannabis. Em relação aos seus vizinhos do Cone Sul [Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai], o Brasil é o 1º colocado no consumo de ecstasy, o 3º no consumo de anfetaminas, o 4º no consumo de cocaína e o 5º no consumo de cannabis.

A cocaína que chega ao Brasil, tanto para consumo interno quanto em trânsito para a Europa, vem prioritariamente da Colômbia [60%], informa o relatório do UNODC. O restante chega da Bolívia [30%] e do Peru [10%].

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