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13/12/2016
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13/12/2016

Tecnologia

Competitividade, produtividade e digitalização em debate no Chile

Brasília – Autoridades, especialistas e representantes da indústria de telecomunicações da região se reuniram nesta segunda-feira, 12, em Santiago, Chile, na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), com o objetivo de analisar as políticas, programas e instrumentos necessários para avançar na digitalização do setor produtivo.

O Seminário “Competividade, Produtividade e Digitalização” foi organziado pela CEPAL em parceria com o Conselho Ibero-americano de Produtividade e Competitividade (CIPC), com o apoio da cooperação alemã (GIZ), da Fundação País Digital (Chile) e da Fundação COTEC para a Inovação.

Para o Secretário-Executivo Adjunto da CEPAL, Antonio Prado, “existem três características principais que conformam a economia digital na América Latina e no Caribe: a heterogeneidade da região, a fragmentação do ecossistema digital e o subdesenvolvimento da nova revolução da internet industrial”.

Em 2015, duante a V Conferência Ministerial sobre a Sociedade da Informação da América Latina e Caribe, organizada pela CEPAL, aprovou-se a Agenda Digital (eLAC2018), que estabelece cinco áreas de ação: acesso e infraestrutura, economia digital, inovação e competitividade, governo eletrônico e cidadania, desenvolvimento sustentável e inclusão, e governança.

A CEPAL registra que a expansão sem precedentes na última década em termos de acesso e uso das tecnologias digitais está diminuindo e insiste em que os países da região devem aproveitar o potencial da economia digital para levar a cabo uma mudança da estrutura produtiva da região a favor de setores com maior intensidade de conhecimento e produtividade para avançar-se em igualdade.

O ministro de Transportes e Telecomunicações do Chile, Andrés Gómez-Lobo, afirmou que a digitalização é um tema vital para os países da América Latina e o Caribe, não apenas pelo seu impacto econômico, mas também social, o que implica importantes desafios relacionados, especialmente com as políticas de regulação.

Gómez-Lobo revelou que o governo do Chile, no marco da Agenda Digital 2020, lançada em 2015, considerada “o mapa do caminho” para o desenvolvimento da economia digital nesse país, está sustentada em três eixos principais: cobertura, qualidade e competência. “No final do governo em 2018 teremos uma cobertura de 98% do território nacional com acesso a algum serviço de telecomunicações de voz e dados”, afirmou.

Ele adiantou ainda que um projeto de lei enviado ao Congresso busca regulamentar as plataformas tecnológicas para o transporte privado.

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