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Programa FX2

Compra de caças será retomada, garante ministro

O processo de escolha de um fornecedor para o novo avião de caça da Força Aérea Brasileira (F-X2) deverá ser retomado em novembro, concluídas as eleições presidenciais, assegurou nesta quarta-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

 

Segundo ele, o presidente manifestou seu interesse em discutir o caso em conjunto com seu sucessor(a).

 

Jobim reiterou que não há decisão tomada, e disse que a sugestão a ser enviada pela Defesa ao presidente dará prioridade à transferência de tecnologia do fornecedor, e essa transferência terá que ser garantida pelo governo do país de origem da empresa.

 

“O que queremos é capacitação nacional, não queremos (apenas) um avião”, justificou.

 

De acordo com o ministério da Defesa, a escolha do fornecedor apenas iniciará uma nova etapa de negociações dos contratos comercial e financeiro, que podem demorar alguns meses.

 

No caso dos submarinos, as negociações demoraram quase um ano, após a decisão sobre o fornecedor.

 

As primeiras unidades do novo caça deverão chegar ao Brasil em 2016, informou o Comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito.

 

Jobim explicou que os planos de equipamento das Forças Armadas, ajustados às necessidades futuras, ainda estão em elaboração, e terão horizonte de 20 anos.

 

Ele assegurou que o projeto F-X2 fará parte desse plano, em conjunto com o Pro-sub (construção de submarinos);  os blindados Guarani, que substituirão os Urutus; os 50 helicópteros de transporte da Helibrás, e o avião cargueiro em desenvolvimento pela Embraer, o KC-390.

 

Também farão parte o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) e o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), ambos baseados em satélites.

 

O ministro explicou que não há valores definidos para o plano.

 

“O número é conseqüência da necessidade”, mas apontou caminhos que poderão complementar receitas orçamentárias: cobrança de prêmio dos bancos que pagam salários dos militares; receitas de um fundo imobiliário com patrimônio não operacional das Forças, entre outros.

Além disso, Nelson Jobim afirmou que vê o projeto do KC-390 como um paradigma a ser seguido: ele ocupará um nicho de mercado internacional, pois poderá substituir os Hércules que sairão de linha em todo o mundo nos próximos anos, e conta com parcerias para sua produção.

 

Já há acordos com Chile, Colômbia, Portugal e República Tcheca.

 

 

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