Brasília, 17 de novembro de 2018 - 14h17

Política Externa

18 de janeiro de 2010
por: InfoRel
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Marcelo Rech



No dia 25, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, estará em Montreal (Canadá) para a reunião extraordinária de chanceleres amigos do Haiti.



Será um encontro para discutir a reconstrução do país. Medidas de médio e longo prazo que devem ser implementadas.



Paralelamente, o Brasil atua para não perder o comando da missão das Nações Unidas (Minustah).



O envio do Secretário-Geral do Itamaraty a Porto Príncipe, embaixador Antonio Patriota, foi o primeiro passo para marcar a posição brasileira depois que os Estados Unidos decidiram enviar dez mil militares ao país.



A decisão é vista por muitos como uma forma de ocupação. Para se ter uma idéia, o total do contingente militar da ONU no país chega aos 7 mil militares.



Além disso, o presidente Barack Obama anunciou a convocação de reservistas para atuarem no Haiti em ações humanitárias e na segurança local.



O Haiti é uma das principais prioridades da política externa brasileira.



Uma espécie de laboratório para que o país alcance um assento permanente num futuro Conselho de Segurança das Nações Unidas reformado e ampliado.



Nesta segunda-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, se reúne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para discutir o que viu na capital haitiana.



Ele defende a permanência dos militares no país até 2015, pelo menos.



Antes do terremoto, especulava-se que a missão poderia ser encerrada em 2012 com a posse do novo presidente.



Além de casas e edifícios, o terremoto também derrubou tais previsões.



Neste momento, sequer é possível falar nas eleições legislativas marcadas para fevereiro.



Com o agravamento da situação interna haitiana, o Brasil sofrerá pressões para aceitar que novos atores se somem aos esforços, o que pode lhe retirar o papel de protagonista na recuperação da governabilidade do Haiti.



O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir nos próximos dias exclusivamente para debater a situação do país caribenho.



Não se descarta a aprovação de uma resolução ampliando o contingente da Minustah e revendo parte do seu papel no país.



O Brasil terá de ser muito hábil para conseguir que as novas medidas não interfiram no trabalho que vinha sendo executado e que surtiam resultados muito positivos.



Com alguns dos principais líderes de gangues livres, a segurança do país pode retroceder com índices de violência semelhantes aos encontrados pelas forças de paz em 2004.



O governo brasileiro deve dizer com todas as letras que não há nenhuma relação entre o seu comando e a tragédia que se abateu sobre o Haiti.



Prestes a ocupar pela décima vez uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU como membro não-permanente, o Brasil terá vista privilegiada para responder aos já previsíveis ataques.



Também será fundamental que o país tenha o apoio político incondicional para se manter no Haiti pelo tempo que for necessário.



Para tanto, o Congresso será provocado pelo ministro Nelson Jobim para que ofereça esse suporte.



Marcelo Rech é o editor do InfoRel. Correio eletrônico: inforel@inforel.org


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