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Cooperação

Conferência dos Exércitos Americanos discute missões de paz e catástrofes

Foi aberta oficialmente nesta terça-feira em Brasília, a 27ª Conferência dos Exércitos Americanos (CEA), que até a próxima quinta-feira, irá discutir a cooperação militar em operações de paz e a atuação conjunta em situações de catástrofes.

A Conferência dos Exércitos Americanos é um organismo militar de caráter internacional, integrado e dirigido pelos exércitos das américas e tem por objetivo, fortalecer um foro de debates para o intercâmbio de experiências entre as forças da região.

A CEA está organizada com 20 exércitos membros, cinco observadores e dois organismos internacionais. São membros plenos da CEA, com direito a voto, Antígua e Barbuda, Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Colômbia, Chile, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, República Dominicana, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.

Barbados, Belize, Guiana, Jamaica e Suriname, atuam como observadores sem direito a voto, assim como a Junta Interamericana de Defesa (JID), com sede em Washington e a Conferência das Forças Armadas Centro-Americanas (CFAC), sediada na Cidade da Guatemala.

Durante o evento, os comandantes dos exércitos presentes realizaram uma série de encontros bilaterais. O General Enzo Martins Peri, Comandante do Exército brasileiro, afirmou que o encontro pretende fortalecer os laços de cooperação, inclusive para a realização de exercícios conjuntos no âmbito da CEA, inclusive com a adoção de uma terminologia comum para os exércitos da região.

Enzo Peri terá encontros de trabalho com os comandantes dos exércitos da Guatemala, Honduras, Argentina, Equador, República Dominicana, Bolívia, Canadá, Estados Unidos, Nicarágua e Venezuela, nessa ordem.

Reaparelhamento

O Comandante do Exército, General Enzo Martins Peri, defendeu que o programa de reaparelhamento da força seja contínuo e garantiu que as Forças Armadas do Brasil não estão preocupadas com as compras militares realizadas pela Venezuela.

Segundo ele, “os programas de reaparelhamento das Forças Armadas brasileiras não dependem do projeto venezuelano. O que nos preocupa é que o Exército necessita de um programa de reaparelhamento contínuo, pois os equipamentos precisam ser permanentemente atualizados”.

Ele rejeitou o termo “sucateado” para os equipamentos do Exército e se mostrou otimista com o futuro Plano Estratégico da Defesa, que na sua opinião, terá repercussões positivas na reposição de equipamentos para as forças.

De acordo com Enzo Peri, cada país tem a sua preocupação, pois cada Exército quer estar em condições de cumprir com suas missões e cada um tem suas características próprias. O General afirmou que o Brasil acompanha o que se passa no seu entorno, mas assegurou que não há uma corrida armamentista na região.

“O Brasil é quem deve estar com o seu Exército à altura de sua importância. Temos de ter a capacidade de dissuasão que respalde a posição brasileira em qualquer situação. Dentro da conjuntura internacional, a regional é a que mais nos preocupa, pois não interessa ao Brasil que a região viva situações de instabilidade”, afirmou.

Diplomacia Militar

O Comandante do Exército brasileiro explicou que o termo é utilizado há muito tempo pelos militares (o ministro da Defesa, Nelson Jobim, utilizou a terminologia para defender as viagens que fará aos países vizinhos a partir de 2008, para estreitar o relacionamento) e prevê o intercâmbio com países da América Latina, Estados Unidos e África.

O Comandante explicou que muitos oficiais nessas regiões passaram pelas escolas militares do Brasil, o que fortalece a confiança e contribui para o incremento da cooperação.

Para Enzo Martins Peri, a presença dos oficiais de dos países que integram a CEA é uma demontração da importância que o evento tem para as Forças Armadas. Disse que o tema Haiti não será tratado de forma particular, mas que os esforços dos Brasil no comando das tropas tem sido reconhecido tanto pela ONU como pelos países que fazem parte da Minustah.

A próxima Conferência dos Exércitos Americanos será realizada na Venezuela no biênio 2008 – 2009 e provavelmente os temas – operações de paz e atuação conjunta em catástrofes – deverão ser os mesmo debatidos em Brasília.

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