Brasília, 13 de dezembro de 2018 - 21h51

Conflito

13 de outubro de 2015
por: InfoRel
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Brasília – Nos dias 19 e 20 deste mês, será realizada na Universidade de São Paulo, a Conferência ‘Brasil e o Oriente Médio: criando novos padrões de conexão?’ que irá abordar as possibilidades de cooperação diplomática e comercial entre as duas partes após as revoluções populares iniciadas em 2011 nos países árabes. O evento é organizado pelo Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP e contará com palestrantes brasileiros e estrangeiros.



“O principal papel que o Brasil pode ter (em relação aos países do Oriente Médio) é sua atuação nos organismos da ONU, nas votações da Assembleia Geral e da comissão de Direitos Humanos, além do abrigo aos refugiados e da formação da opinião pública”, avalia Arlene Clemesha, professora de História e Cultura Árabe da USP e uma das organizadoras do evento.



Entre os painelistas confirmados estão Pedro Dallari, diretor do IRI; Maria Hermínia Tavares de Almeida, ex-diretora e professora de Relações Internacionais do IRI; Hussein Ali Kalout, especialista em assuntos do Oriente Médio e Relações Internacionais e membro do Centro Weatherhead de Relações Internacionais da Universidade Harvard; Paulo Sérgio Pinheiro, presidente da Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre a Síria na ONU; e Guilherme Casarões, professor de Relações Internacionais na Fundação Getúlio Vargas e na Escola Superior de Propaganda e Marketing, entre outros.



O encontro pretende discutir a situação política dos diferentes países árabes após as revoluções sociais por meios dos seguintes painéis: Qual o papel dos atores estrangeiros no Oriente Médio e Norte da África; Transações bem sucedidas e fracassadas: o que pode ser aprendido delas?; Crises e conflitos: Líbia e seus impactos no Maghreb; Lidando com violações de direitos humanos: a guerra na Síria; Crises e conflitos: uma saída para a questão palestina?; Desafios econômicos e sociais das reformas árabes e a experiência brasileira; Desenvolvendo interações na sociedade civil; e Dinâmicas das relações bilaterais e multilaterais: em busca de soluções para as crises atuais.



Segundo Arlene Clemesha, é possível sim ao Brasil ter uma influência em países da região, como Síria, Líbia e Tunísia. “Acho que qualquer posicionamento do Brasil tem sua influência. O Brasil é um ator global. Suas declarações e seus acordos têm seu peso”, assegurou.



Na sua avaliação, com a Tunísia, por exemplo, é possível manter uma cooperação por meio de acordos comerciais ou acadêmicos. “A Tunísia é o único país [da região] que aponta para uma transição. Por ser um país onde a transição acontece é onde a colaboração entre a sociedade civil brasileira e tunisiana é potencialmente mais frutífera”, explicou.



Clemesha destacou ainda que a visão dos países árabes sobre o Brasil também será tratada na conferência. “A imagem dos Brasil é positiva na maioria dos países árabes”, destaca.



Serviço



Conferência Brasil e o Oriente Médio: criando novos padrões de conexão?



Dias 19 e 20 de outubro, a partir das 09h



Local: Instituto de Relações Internacionais da USP - Avenida professor Lúcio Martins Rodrigues, s/n travessas 4 e 5, São Paulo/SP.



A participação é livre a todos os interessados, mas a organização pede que seja feita inscrição prévia pelo e-mail: eventos.iri@usp.br, informando nome e RG. 


Assuntos estratégicos

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