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Política

30 de agosto de 2016
por: InfoRel

Brasília - O Congresso Nacional da Colômbia aprovou nesta segunda-feira, 29, a convocação do governo para a realização de um plebiscito sobre o Processo de Paz em curso no país. A consulta popular será realizada em 2 de outubro como queria o presidente Juan Manuel Santos e irá referendar o acordo de paz firmado com as FARC.



Na Câmara dos Deputados, foram 127 votos favoráveis contra 15, todos do Centro Democrático, partido criado pelo ex-presidente Álvaro Uribe em 2013, contrário às negociações com as guerrilhas e um dos principais opositores do presidente Santos, seu ex-ministro da Defesa.



Nesta terça-feira, 30, o presidente colombiano firmará um decreto com a pergunta que será utilizada na consulta popular. No Senado, a proposta do plebiscito também foi aprovada por larga maioria, 71 votos a favor contra 21, todos de senadores do partido de Uribe.



As votações ocorreram logo após o presidente Santos ordenar às Forças Armadas o cancelamento de todas as operações contra as FARC. Imediantamente, o líder da guerrilha, Timoléon Jimenez, emitiu um comunicado aos combatentes para que aderissem ao cessar-fogo. A Colômbia viveu assim as primeiras 24h de paz em pouco mais de 50 anos.



Nações Unidas



Em Nova York, o Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, entregou um informe ao Conselho de Segurança com detalhes acerca do acordo de paz na Colômbia. A entidade autorizou uma missão de verificação do cumprimento do acordo com enfoque especial para o respeito ao cessar-fogo e à entrega das armas por parte das FARC.



De acordo com Ban Ki-moon, serão necessários cerca de 450 observadores internacionais e um contingente civil para circularem pelas áreas transitórias onde os combatentes se concentrarão para a entrega das armas e o início do processo de reinserção na vida civil. Até 60 dias após a entrada em vigor do acordo de paz, as armas entregues pelas FARC serão destruidas pelos integrantes da missão de observadores das Nações Unidas.



A ONU também tem dialogado com o governo da Colômbia sobre o financiamento necessário para implementar todas as etapas acordadas com os guerrilheiros. Juan Manuel Santos conta ainda com o apoio dos Estados Unidos e dos principais países europeus para este esforço.


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