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Nações Unidas

Conselho de Segurança e países pobres na agenda do Brasil

O Brasil preside, até o final deste mês, o Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) – órgão máximo da governança mundial que é responsável pela paz e segurança no planeta.

Durante o período, as prioridades são os debates acerca da reforma do organismo e as áreas de conflito nas regiões mais pobres do mundo.

Com 182 votos de um total de 183 países, o Brasil foi eleito em 2010 – pela décima vez – para um assento não-permanente no Conselho.

Na história do organismo, só o Japão conta com o mesmo número de participações. O país é representado pela embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti, que chefia a missão brasileira junto às Nações Unidas desde 2007. 

Segundo ela, “a expansão do Conselho de Segurança, com o ingresso de novos membros permanentes e não-permanentes, contribuirá para que as decisões do órgão, que afetam toda a comunidade internacional, sejam tomadas de forma mais representativa, inclusiva e justa”.

Uma das propostas em discussão é que, entre os integrantes permanentes, sejam incluídos mais dois países da Ásia, um da América Latina, outro do Leste Europeu e um da África.

Atualmente, são integrantes permanentes do Conselho os Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra. 

“O Brasil reconhece a importância de um tratamento multidimensional, abrangente para os problemas de paz e segurança. Um tratamento que leve em conta, em especial, as causas do conflito, que muitas vezes estão ligadas à pobreza, às desigualdades sociais, à falta de emprego, à disputa por recursos naturais”, explicou a representante brasileira.

Operações de paz

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas tem poder para fazer cumprir suas decisões em caso de ruptura ou ameaça à paz e à segurança no mundo.

Inclusive com o direito de autorizar o uso da força para cumprir suas decisões.

Atualmente, existem 16 operações de paz ativas no mundo. O Brasil participa de nove delas, com cerca de 2.200 militares e policiais. 

A participação brasileira na Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) é a principal uma vez que o país comanda as tropas internacionais.

Desde 1948, o Brasil participou de mais de 30 operações de manutenção da paz, tendo cedido mais de 24 mil homens. Integrou operações na África, na América Latina e Caribe, na Ásia e na Europa. 

Líbano

O Brasil coordenará a partir desta semana a Força-Tarefa Marítima (Maritime Task Force) no Líbano que estará sob o comando do contra-almirante Luiz Henrique Caroli.

Caroli vai comandar uma frota de oito navios de guerra de cinco nacionalidades – Alemanha, Turquia, Grécia, Indonésia e Bangladesh. Além disso, ele ainda poderá ter sob seu comando uma fragata com três mil navios.

A ONU mantém no Líbano uma missão de paz denominada Forças Interinas das Nações Unidas do Líbano (Unifil) instituída em 1978 com o objetivo inicial de garantir a retirada pacífica das tropas de Israel do Sul do Líbano e evitar conflitos com o Hezbollah.

Cerca de 13 mil homens de 30 países integram a missão no Líbano com o apoio de 50 observadores militares.

O mandato da Unifil foi ampliado em 2006, após a segunda guerra do Líbano, contemplando atividades de ajuda humanitária e apoio na defesa das suas fronteiras.

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