Brasília, 18 de outubro de 2018 - 03h20

Irã

09 de junho de 2010
por: InfoRel

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), aprovou na manhã desta quarta-feira, um conjunto de sanções ao Irã por conta do seu programa nuclear.



Integrado por 15 países – cinco são membros permanentes e nações nucleares – o Conselho aprovou por 12 votos ignorar o acordo firmado por Teerã e informado à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), com o aval de Brasil e Turquia.



Enquanto esses países votaram contra as sanções, o Líbano decidiu abster-se.



O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, lamentou, mas afirmou que o Brasil respeitará a decisão do colegiado.



Prevaleceu o poder e as pressões exercidas pelos Estados Unidos e Israel para quem o programa tem objetivos militares.



O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, garantiu que a decisão não levará o Irã à mesa de negociações e deixou claro que haverá confrontações com o Ocidente.



A resolução aprovada pelo Conselho de Segurança prevê mais rigor na fiscalização das exportações ao Irã, suspensão da venda de armas ao país e inspeção criteriosa nas embarcações com bandeira iraniana.



Coube a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Viotti, expressar o voto brasileiro (veja a íntegra no InfoRel in English). Segundo ela, as sanções são ineficientes.



São membros permanentes do Conselho de Segurança os Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China.



Os dez países membros rotativos: Brasil, Turquia, Bósnia Herzegovina, Gabão, Nigéria, Áustria, Japão, México, Líbano e Uganda.



Análise da Notícia



Marcelo Rech



Mais uma vez ficou provado que manda quem pode, obedece quem tem juízo.



Os Estados Unidos e Israel abusam das violações ao Direito Internacional, mas são eles os que ditam o curso das Relações Internacionais.



Brasil e Turquia alcançaram em Teerã o mesmo que já havia sido oferecido ao Irã e rejeitado. Agora, foram as grandes potências que torceram o nariz para o acordo.



Primeiro, no fracasso. Em Washington, ninguém acreditava que dois emergentes conseguiriam o que não obtiveram com sabotagens, dinheiro e o sofrimento da população iraniana.



O êxito do acordo fez com que o “Clube” acordasse.



E o Clube não quer que o acordo logrado por Brasil e Turquia abra precedentes, senão daqui a pouco, outros perceberão que têm força e vão começar a despertar.



É melhor cortar o mal pela raiz.



O que o Conselho de Segurança diz ao mundo com sua decisão é: não ao diálogo e sim aos conflitos.



Quanto pior estiver o mundo, melhor para os “falcões”.

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