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15/07/2015
Comércio Exterior
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Conselho Empresarial dos BRICS entrega propostas do setor privado aos Chefes de Estado, na Rússia

Brasília – Liderado pelo setor privado brasileiro, o Conselho Empresarial do BRICS, presidido pela empresa Marcopolo, entregou, na quinta-feira, 9, aos chefes de Estado de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, um conjunto de ações e iniciativas para ampliar oportunidades de comércio e investimentos para os países do grupo.

As recomendações têm como principal objetivo aprofundar e diversificar o comércio, fomentar investimentos e ampliar a cooperação para o desenvolvimento de projetos em infraestrutura e desenvolvimento sustentável, por meio da operação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD).

As recomendações estão no 2º Relatório Anual do Conselho Empresarial do BRICS, aprovado na quarta-feira, 8, em Ufa, na Rússia. O foro de empresários aprovou uma proposta capitaneada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Declaração de Princípios para Investimentos, que engloba um conjunto de premissas e boas práticas institucionais com o objetivo de consolidar um ambiente de negócios atraente ao investimento, pautado pela transparência e previsibilidade de regras.

“O setor privado tem encontrado pontos comuns para avançar numa agenda pragmática de promoção de negócios em nossos países”, diz Carlos Eduardo Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI. O documento foi entregue aos chefes de Estado do BRICS, e o Conselho Empresarial espera que os governos adotem seus princípios como pilares de uma agenda de maior parceria econômica para a ampliação do comércio e investimentos, entre os países e com o resto do mundo.

O setor privado de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul propõe, ainda, que os governos do bloco reconheçam o Conselho como foro consultivo, criando um canal de articulação entre a estrutura governamental e a empresarial no BRICS, com objetivo de contemplar a visão do setor privado nas negociações e iniciativas de cooperação entre os países.

O 2º Relatório Anual traz também recomendações elaboradas pelos seus seis grupos de trabalho – agronegócios, desenvolvimento de competências, energia e economia verde, infraestrutura, manufaturados, e serviços financeiros. Essa agenda foi liderada por empresários do Brasil, país que presidiu o Conselho desde a Cúpula de Fortaleza, em 2014. A Rússia assumiu o posto ao fim do encontro em Ufa.

O Conselho Empresarial preparou ainda um conjunto de propostas para que o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) inicie suas atividades, contemplando os interesses do setor privado de todos os países em relação às operações e funções do Banco e seu papel estratégico para a realização de projetos de infraestrutura, em uma abordagem que beneficie também a indústria de bens manufaturados e o desenvolvimento de competências. No relatório podem ser identificados projetos de infraestrutura de interesse regional na América Latina, África e Eurásia, bem como projetos prioritários em cada um dos países do BRICS.

Para a CNI, os países do BRICS são importantes parceiros comerciais do Brasil, o que justifica a consolidação de uma agenda pragmática de facilitação de comércio e estímulo ao investimento. Em 2014, as exportações brasileiras para Rússia, Índia, China e África do Sul foram de US$ 50,5 bilhões, registrando superávit comercial de US$ 3 bilhões.

A corrente de comércio, no mesmo ano, foi de US$ 98 bilhões. Esses quatro países, aliás, têm importância crescente na pauta de comércio do Brasil. De 2008 a 2014, sua participação nos embarques brasileiros cresceram de 12% para 22%.

Conheça as principais propostas do 2º Relatório Anual do Conselho Empresarial do BRICS

1. Ambiente de negócios favorável para comércio e investimentos

2. Comércio em moeda local

3. Facilitação de viagens de negócios

4. Facilitação de comércio

5. Cooperação regulatória

6. Cooperação para desenvolvimento da infraestrutura

7. Cooperação em investimentos

8. Reconhecimento do Conselho como foro consultivo

9. Papel do Novo Banco de Desenvolvimento

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