Brasília, 14 de novembro de 2018 - 05h53

Diplomacia

21 de setembro de 2005
por: InfoRel
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O presidente norte-americano George W. Bush vai visitar o Brasil no dia 5 de novembro, depois de participar da Cúpula das Américas que será realizada em Mar del Plata, na Argentina.

A visita não vai durar mais que algumas horas, embora o governo brasileiro tenha trabalhado dois anos para conseguir que ele e Lula fossem pescar no Pantanal.

Bush terá um único encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e alguns ministros brasileiros, na Granja do Torto, onde será homenageado com um almoço. O encontro será tão rápido que nenhum dos dois governos acreditam que poderá se refletir numa melhora das relações bilaterais.

Hoje, Brasil e Estados Unidos mantém uma relação estremecida, principalmente depois que a proposta do G-4 para ampliar o Conselho de Segurança da ONU, foi detonada pelos norte-americanos com a ajuda dos chineses.

Diplomatas brasileiros e norte-americanos não esperam avanços e chegaram a defender o cancelamento do encontro. Bush só vem ao Brasil por que não abre mão de defender sua luta contra o terrorismo na Cúpula das Américas. A exemplo de Lula, ele também tem sua popularidade despencando.

Agenda

O ministro Celso Amorim e a Secretária de Estado Condollezza Rice, terão encontro na próxima segunda-feira, 26, em Washington para fechar a agenda de Bush em Brasà­lia. Amorim e Rice terão ainda 15 minutos de conversa reservada onde deverão tocar em temas sensà­veis como Haiti, Venezuela, reforma da ONU e sobre a criação da Comunidade Sul-Americana de Nações, que terá sua primeira Cúpula presidencial no final do mês em Brasà­lia.

É possà­vel que os dois conversem ainda sobre a possibilidade dos Estados Unidos instalarem uma base militar no Paraguai. Embora desmentida pelos paraguaios, a informação irrita os brasileiros, que desconfiam do o acordo militar firmado entre os dois paà­ses. Celso Amorim chegou a cobrar uma postura diferente dos paraguaios frente aos compromissos assumidos no Mercosul.

George Bush não terá compromissos fora da agenda oficial. O governo norte-americano também está preocupado com a crise polà­tica enfrentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Bush não teria nada a ganhar com a visita.

Além disso, sua ausência do paà­s é contestada, principalmente com a onda de furacões que têm atingido os Estados Unidos. Curiosamente, os norte-americanos lamentam que José Dirceu não esteja mais no governo. Quando ainda era o poderoso ministro-chefe da Casa Civil, ele esteve com a Secretária Condollezza Rice em Washington. A idéia era criar um canal de comunicação polà­tica à  margem do Itamaraty.

Brasil e Estados Unidos chegaram a criar um grupo de trabalho sobre crescimento econômico, mas as divergências em relação à  àrea de Livre Comércio das Américas [Alça], acabou inviabilizando a iniciativa. É possà­vel que Brasil e Estados Unidos retomem o diálogo sobre temas bilaterais e reativem o grupo de trabalho constituà­do em 2003, após visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos.

Os Estados Unidos querem ver o acordo espacial para uso da Base de Alcântara na pauta dessa discussão. Também não abrem mão de conversar mais sobre o programa nuclear brasileiro.

Por outro lado, os norte-americanos têm especial preocupação com os temas de agricultura e energia. Amorim também terá encontro com o vice-secretário de Estado, Robert Zoellick, que era o principal negociador comercial dos Estados Unidos até o final de 2004.

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