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Indústria

11 de março de 2015 - 15:27:18
por: InfoRel
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Brasília - A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sediou na quarta-feira, 4, o seminário Controle de Exportação e Importação dos Estados Unidos e Brasil, em que representantes norte-americanos apresentaram aos empresários brasileiros materiais controlados utilizados pelas indústrias de Defesa e civil. Também foram discutidas a reforma do controle de exportação, importação e reexportação dos produtos de Defesa dos Estados Unidos.



O seminário contou com a participação do diretor-titular adjunto do Departamento de Defesa (Comdefesa) da Fiesp, Sérgio Vaquelli, do cônsul geral dos EUA, Dennis Hankins, do coordenador geral de Bens Sensíveis do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Sérgio Antônio Frazão Araujo, do diretor da Secretaria de Não-Proliferação e Observância dos Tratados, Alex Lopes e do secretário adjunto para a Administração de Exportação, Kevin Wolf.



Para Sérgio Vaquelli, o seminário “trouxe novidades dos EUA, que é um grande parceiro”. Enquanto, o cônsul Hankins afirmou que é fundamental entender os principais problemas que a indústria brasileira enfrenta para a importação de produtos.



Na avaliação de Alex Lopes, o encontro pode favorecer as conversações sobre exportação e importação de produtos entre os países. “Esperamos que este seja um diálogo contínuo entre as agências, para que haja melhores práticas de comércio entre Brasil e EUA”, afirmou.



Kevin Wolf enfatizou que o Brasil é um sócio estratégico e confiável e que as mudanças em curso nos Estados Unidos devem ser aproveitadas pelas empresas brasileiras.



Para itens menos sensíveis, o governo norte-americano está flexibilizando uma série de normas e regras. As maiores alterações se deram em outubro de 2013 para motores de aviões e carros.



Atualmente, o Brasil é o 5º maior destino de exportação de peças e componentes para aeronaves, mas em 2014, 11% dos pedidos brasileiros foram denegados pelos Estados Unidos. Este percentual representa 0,2% d total global de denegações norte-americanas.



Embargos



Por outro lado, os embargos para material militar e dual continuam para China, Irã e Venezuela. Inclusive, se um produto adquirido pelo Brasil tiver como destino final estes países, os Estados Unidos impedirão o comércio.



Em julho, o grupo bilateral Brasil – Estados Unidos se reunirá para avançar neste diálogo e há expectativa do lado norte-americano de que o tema faça parte da agenda dos presidentes Barack Obama e Dilma Rousseff que deverão encontrar-se em outubro em Washington.