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Cooperação com a Alemanha contribui com a inovação

Cooperação com a Alemanha contribui com a inovação no Brasil

O Brasil pretende aprofundar a cooperação em inovação com a Alemanha para que a produção científica seja efetivamente transferida para a indústria.

 

Essa é uma das conclusões do 1º Laboratório de Aprendizagem em Inovação Brasil – Alemanha, realizado na semana passada em São Paulo. O evento foi promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

 

Para a entidade, uma das prioridades é fortalecer a cadeia de fornecedores da indústria para gerar ganhos de competitividade ao Brasil,

 

Segundo o diretor da ABDI, Clayton Campanhola, “temos muito que aprender com os alemães e suas experiências de sucesso. Nossa proposta é trazermos esses exemplos para consolidar os elos de nossas cadeias produtivas, sendo fundamentais as parcerias estratégicas em tecnologia e inovação”.

 

Para a diretora do Projeto de Apoio à Inserção Internacional de Pequenas e Médias Empresas Brasileiras (PAIIPME), Patrícia Vicentini, o 1º Laboratório de Aprendizagem em Inovação Brasil-Alemanha é uma grande oportunidade para a troca de informações sobre a construção da rede de inovação dos dois países.

 

“O Instituto Fraunhofer, por exemplo, faz na Alemanha a conexão entre as grandes empresas e sua rede de fornecedores, promovendo inovação e extensão tecnológica. Neste evento, estamos tendo a oportunidade de conhecer aspectos muito interessantes dessa rede, como a questão da metrologia. Não faz sentido investirmos em inovação se não tivermos uma estrutura metrológica de excelência”, afirmou.

 

O PAIIPME também é uma iniciativa que contribui para o aprimoramento do ambiente de inovação no Brasil.

 

O projeto, que é co-financiado por Brasil e União Europeia e executado pela ABDI, promove o diálogo de diversos setores brasileiros e europeus – como os de cosméticos, alimentos, medicamentos, petróleo e energias renováveis – visando a internacionalização de PME brasileiras.

 

O projeto conta com um orçamento de 44 milhões e já beneficiou mais de 2.500 empresas, boa parte fornecedoras do setor de petróleo e gás.

 

Por outro lado, autoridades brasileiras reconhecem que o sistema Ciência & Tecnologia brasileiro é muito novo se comparado com a experiência alemã.

 

O representante do Instituto Fraunhofer Bertand Heinze lembra que este Laboratório de Aprendizagem em Inovação faz parte das atividades do Ano Brasil-Alemanha da Ciência, Tecnologia e Inovação 2010-2011.

 

“Nossa expectativa é criar uma infra-estrutura favorável para que instituições de pesquisa alemãs instalem escritórios próprios no Brasil e, assim, façam uma conexão direta com o mercado”, explica.

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