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Copa do Mundo: seleções e autoridades vão usar bas

Copa do Mundo: seleções e autoridades vão usar bases militares

Brasília – O ministério da Defesa informou que bases aéreas militares serão utilizadas pelas 32 seleções de futebol, delegações e autoridades durante a Copa do Mundo de 2014. Já foram formalizadas as autorizações para o uso das Bases do Galeão, no Rio de Janeiro; de Brasília (DF) e de Fortaleza (CE). A Defesa preferiu não revelar que países pediram o uso de bases militares. Os pedidos estão sendo centralizadas junto à Secretaria de Aviação Civil (SAC).

Neste caso, as bases militares permitirão o desembaraço alfandegário e não impactará a rotina dos aeroportos com a chegada e saída de aeronaves com delegações, autoridades e atletas.

O planejamento da Defesa envolve o Comdabra, a SAC, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). De acordo com o ministério, o plano é baseado em áreas de exclusão, com modelo internacional, a fim de manter a segurança do tráfego aéreo e ordenar o fluxo de aeronaves.

O sistema consiste em três zonas de exclusão para a Copa: área branca, reservada; amarela, restrita; e vermelha, proibida. Essas áreas são calculadas a partir da localização dos estádios, conforme explica o Guia Prático de Consulta sobre as alterações do Espaço Aéreo, publicação do Decea. Segundo a Aeronáutica, foram treinados 2,6 mil controladores militares de voo para as operações na Copa de 2014.

Na área reservada (branca), que abrange o terminal da cidade-sede, poderão voar todas as aeronaves que têm plano de voo e código transponder ligado, ou seja, todos os aviões identificados. Na restrita (amarela) não poderão entrar, durante a ativação, as aeronaves da aviação geral e táxi aéreo. Já na proibida (vermelha), só poderão entrar aeronaves de segurança e de captação de imagens previamente autorizadas pelo Comdabra.

Além disso, o período de ativação das áreas de exclusão depende do horário dos jogos. Para a abertura e o encerramento, as zonas serão ativadas três horas antes e quatro horas após o início de cada partida.

Para os jogos da primeira fase da competição, o tempo de restrição será de uma hora antes e até três horas depois do início. Nas demais fases, uma hora antes e até quatro horas depois.

O modelo de restrição de áreas já foi implementado durante eventos sediados pelo Brasil, como a Rio+20, em 2012, a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Caças, helicópteros, aviões-radar e reabastecedores da Aeronáutica voarão nas horas em que vigorar a exclusão aérea para garantir a defesa do local.

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