Brasília, 17 de outubro de 2019 - 08h52
Corredor bioceânico Argentina, Brasil, Chile e Paraguai, será discutido no Senado

Corredor bioceânico Argentina, Brasil, Chile e Paraguai, será discutido no Senado

01 de abril de 2019 - 08:00:11
por: Marcelo Rech
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Brasília – A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, discutirá nesta quinta-feira, 4, requerimento do senador Nelsinho Trad (PSD-MS) para que seja realizada audiência pública para debater os objetivos comuns que Argentina, Brasil, Chile e Paraguai têm a respeito do Corredor Bioceânico, bem como os desafios que ainda persistem para a conclusão das obras.

Trad pretende contar com as presenças dos ministros das Relações Exteriores e da Defesa, dos embaixadores da Argentina, Chile e Paraguai, de um representante da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), do Mato Grosso do Sul, e do presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística daquele estado.

O senador lembra que os presidentes da Argentina, Brasil, Chile e Paraguai, em reunião realizada à margem do Conselho do Mercado Comum, em 21 de dezembro de 2015, firmaram a Declaração de Assunção, por meio da qual foi criado Grupo de Trabalho, coordenado pelas respectivas chancelarias e integrado pelos ministérios de Transportes e instituições vinculadas, com o propósito de realizar os estudos técnicos e definir ações que viabilizem a implantação do Corredor Rodoviário Bioceânico Campo Grande - Porto Murtinho; Maruscal Estigarribia - Pozo Hondo; Misión La Paz – Tartagal - Jujuy-Salta (Argentina); e Passo de Sico - Passo de Jama - Antofagasta/Mejillones/Iquique (Chile).

Dentre as ações sugeridas pelos presidentes, estavam a elaboração de um plano piloto para a aceleração dos procedimentos aduaneiros, a informatização integrada dos sistemas de controle e a harmonização de formulários.

Segundo Nelsinho Trad, “o projeto da rota bioceânica vai estimular o comércio dos países da América do Sul e reduzir os custos dos setores agroexportadores. Sairá do Brasil pelo Estado do Mato Grosso do Sul, um dos maiores produtores rurais do país com foco na exportação. Atualmente, praticamente toda a produção do Centro-Oeste é escoada para os portos de Santos e Paranaguá. Buscando o mercado de consumo oriental, as cargas acabam seguindo por três possíveis caminhos de navegação, Canal do Panamá, Patagônia ou sul da África. Com a conclusão das obras do corredor bioceânico, teremos a economia de 8 mil km de navegação no transporte das cargas e chegar na China, por exemplo, até seis dias mais cedo”, explicou.

Na fronteira do Brasil com Paraguai na cidade de Porto Murtinho uma futura ponte é considerada a principal obra do corredor. Hoje a travessia é feita por pequenas balsas que não têm capacidade para o transporte de caminhões. Já existe um acordo entre o Brasil e Paraguai e a obra será financiada por Itaipu.

“A conclusão da rota bioceânica reduzirá o tempo de trânsito e o custo do serviço de transporte, armazenagem e inventário, além disto estimulará o uso de um novo modal para o escoamento da produção, estimulará a formação de novas parcerias, bem como promoverá o desenvolvimento de projetos de integração produtiva e a agregação de valor nos países de origem e de destino, assim como nos países de trânsito”, destacou o senador.