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Corrupção: da esquerda para a direita

Corrupção: da esquerda para a direita

Marcelo Rech

Uma das coisas que aprendi ao longo da vida é que contra fatos não existem argumentos.

Outra: uma imagem substitui mil palavras.

E nos últimos anos, que o nosso presidente não sabia de nada.

As declarações de Lula sobre a corrupção em Brasília mostram como a classe (?) política brasileira lida com os escândalos.

Depois de afirmar que os mensaleiros e aloprados do Partido dos Trabalhadores (PT) deveriam manter as cabeças erguidas, Lula afirma que as cenas de políticos colocando dinheiro em meias, cuecas, bolsas e sacolas, incluindo o governador do DF, não servem para chocá-lo.

Não se pode esperar algo diferente de alguém que usa o dinheiro público para financiar entre outras coisas, um filme de auto-exaltação.

De um presidente que rasgou a própria biografia ao chancelar a corrupção em seu governo.

Que descumpriu com suas próprias promessas históricas de preservar a ética acima de tudo.

As gravações veiculadas em todos os meios de comunicação não deixam dúvidas.

Havia (?) um esquema de distribuição de propina a parlamentares dentro do governo do DF.

Havia (?) corruptos e corruptores.

Ao negar o óbvio, Lula segue a mesma linha que adotou quando o PT arrombou o país ao aperfeiçoar um esquema criado pelos tucanos.

O que temos visto no Distrito Federal, lamentavelmente não é exclusividade de Brasília.

Trata-se de algo enraizado na cultura política deste país.

Apesar do tsunami de denúncias, os políticos sempre se acertam nos bastidores.

O espírito de corpo fala mais alto. Todos se protegem. Corrupção não tem ideologia, não tem partido.

Vai da esquerda à direita.

E não adianta dizermos que somente nós podemos mudar isso, pois nas próximas eleições, estaremos todos esquecidos e anestesiados, sustentando essa corja.

Marcelo Rech, 38, editor do InfoRel

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