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01/07/2005
Semana da Pátria
05/07/2005

Investimentos

Cresce a participação da indústria no Programa Espacial

A participação da indústria na produção de equipamentos e sistemas de satélites do Programa Nacional de Atividades Espaciais deve alcançar, em 2005, o patamar de 30% do orçamento da Agência Espacial Brasileira. No ano passado, esta participação representou apenas 6% dos recursos aplicados, segundo a AEB.

Sérgio Gaudenzi, presidente da Agência Espacial acredita já é possível pensar-se numa nova arrancada do Programa Espacial. “Os investimentos no setor estão de fato ocorrendo. Estamos trabalhando para chegar aos US$ 200 milhões em 2006. As atividades espaciais são estratégicas para o país. Não é um programa de um governo, mas de Estado”, afirmou.

O orçamento da União, aprovado pelo Congresso Nacional, destinou à AEB, cerca de R$ 233 milhões para investimento em programas de satélites, aplicações espaciais, veículos lançadores, infra-estrutura espacial, pesquisa e desenvolvimento, Estação Espacial Internacional, formação e aperfeiçoamento de recursos humanos e capacitação do setor produtivo. Cerca de 50% desses recursos estão empenhados.

Para Sérgio Gaudenzi, um dos pontos de estrangulamento é o quadro técnico e de pesquisadores das instituições executoras do Programa, formado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais [INPE], pelo Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento do Comando da Aeronáutica – ao qual está vinculado o Centro Técnico Aeroespacial [CTA], os centros de Lançamento de Alcântara e da Barreira do Inferno, além do setor industrial e as universidades brasileiras.

A Agência Espacial Brasileira trabalha para que em 2006, sejam destinadas bolsas tanto para o setor industrial quanto para as instituições executoras do Programa Espacial, por meio de fundo setorial que trata da formação e mobilização de programas estratégicos.

O presidente da AEB disse aos integrantes do Conselho Superior da Agência, que os governos brasileiro e russo, continuam negociando o vôo do astronauta brasileiro com o envio de experimentos científicos para estudos na Estação Espacial Internacional.

Ele está otimista quanto a realização deste vôo em 2006, quando se comemora o centenário do vôo de Santos Dumont. O interesse pelo vôo na Cosmonave Soyuz decorre do atraso na inclusão do astronauta brasileiro em tripulação de vôo do ônibus espacial da Nasa, suspenso desde o acidente da nave Columbia.

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