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25/05/2005
Diplomacia
25/05/2005

Crise Institucional

Cresce a preocupação do Brasil com a Bolívia

O governo brasileiro mantém a preocupação com o desenrolar da crise política e institucional da Bolívia depois da aprovação da nova lei de hidrocarbonetos e o isolamento da capital do país e o pedido dos militares para que Carlos Mesa renuncie.

As empresas petrolíferas estrangeiras, como a Petrobrás, terão que pagar 50% de impostos para seguirem explorando petróleo e gás no país.
No entanto, a aprovação da lei não apaziguou os ânimos.

O assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que tem mantido seguidos contatos com políticos bolivianos, inclusive o líder cocaleiro Evo Morales, está em La Paz, para tentar evitar que o país entre numa nova erupção.

Já o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que o Brasil precisa acompanhar as mudanças na legislação boliviana sobre a exploração de gás e petróleo.

Segundo ele, “o Brasil tem investimentos grandes lá e tem interesse em que as coisas se resolvam da melhor forma possível”. O ministro acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem à Ásia.

Na semana passada, os ministros de Minas e Hidrocarbonetos, Guilhermo Torres, e de Relações Exteriores, Juan Ignacio Siles Del Valle, acompanhados pelo emissário do presidente Carlos Mesa, Francesco Zaratti, estiveram em Brasília.

Eles reuniram-se com os ministros da Casa Civil, José Dirceu, Minas e Energia, Dilma Rousseff e o presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra. Os governos criaram dois grupos de trabalho. O Chanceler Ignacio Siles foi recebido também pelo ministro Celso Amorim.

Na oportunidade, foram examinadas as implicações da nova lei de hidrocarbonetos e reafirmada a importância de se manter a parceria bilateral no setor energético. No entanto, o governo brasileiro e a Petrobrás ainda estudam os impactos que serão provocados com a nova lei.

Há preocupação quanto ao futuro das relações bilaterais e os acordos e investimentos brasileiros na Bolívia. Um grupo de trabalho vai tratar da migração dos contratos de exploração e produção de gás natural e petróleo da Petrobras na Bolívia, para adequá-los à nova lei de hidrocarbonetos.

Segundo o ministério de Minas e Energia, esse grupo não vai tratar dos contratos de compra e venda de gás natural entre a Petrobras e a YPFB. O segundo grupo vai focar a Integração Energética, com a participação dos ministros de Energia do Brasil, Bolívia e Argentina.

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