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Cresce receita com as operações da Vale no Oriente Médio

Brasília – Apesar da instabilidade quase permanente, a Companhia Vale do Rio Doce registra um aumento de sua receita na região de US$ 5 milhões em relação ao mesmo período do ano passado. Somente no segundo trimestre deste ano, as operações e vendas da empresa no Oriente Médio geraram US$ 286 milhões de lucro, um aumento 1,7% também em relação à 2014.

Entre os meses de janeiro a março, o Oriente Médio representava mais nos negócios globais para a companhia, já que respondeu por 4,5% da sua receita. No segundo trimestre, de abril a junho, o faturamento com a região respondeu por 4% do faturamento total da companhia. A queda no percentual ocorreu mesmo com queda na receita geral na mesma comparação. Mas cresceu a participação de outras regiões do mundo, como América do Norte e Europa.

A Vale tem um complexo industrial na cidade de Sohar, em Omã, na Península Arábica. A planta foi aberta em março de 2012 para expansão da presença da companhia na região, onde foram investidos US$ 2 bilhões. Ali é mantida uma usina de pelotização, centro de distribuição e terminal marítimo.

No balanço do segundo trimestre, a Vale ressaltou a produção de minério de ferro, que foi a melhor performance para o período na história da empresa. Foram produzidas 85,3 milhões de toneladas, das quais 31,6 milhões de toneladas de Carajás, no estado do Pará.

O balanço em dólares da companhia apresenta queda de receita bruta de abril a junho sobre o mesmo período do ano passado, de US$ 10 bilhões para US$ 7,08 bilhões. Mas houve aumento sobre o primeiro trimestre de 2015, quando a receita tinha alcançado US$ 6,35 bilhões. O lucro bruto caiu de US$ 3,8 bilhões para 1,7 bilhão na comparação dos segundo trimestres dos diferentes anos, mas subiu sobre o primeiro trimestre, quando estava em US$ 1 bilhão.

A empresa informou que houve aumento sobre o começo do ano em função dos preços maiores de finos de minério de ferro, além de comercialização de volumes maiores de finos e de pelotas.

O lucro líquido da empresa cresceu na comparação com os dois períodos. Foram US$ 1,6 bilhões de abril a junho deste ano, contra US$ 1,3 bilhão no segundo trimestre do ano passado e prejuízo de US$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano.

O segmento de minerais ferrosos representou o maior volume de negócios da empresa, com 65,3% da receita operacional, seguido por carvão, com 23,3%, e fertilizantes, com 8,7%.

Por regiões do mundo, as operações com a Ásia respondem pelo maior percentual, 51,1%, América do Sul e Europa têm 18% cada um, América do Norte tem 8,2% e Oriente Médio, 4%. Por país, a China responde pela maior receita bruta, com 36,5% do total, seguida pelo Brasil, com 16,4%.

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