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Crise em Honduras gera críticas no Congresso

Crise em Honduras gera críticas no Congresso

Deputados e senadores se alterna desde terça-feira em pronunciamentos de apoio e críticas à atuação do Brasil na crise de Honduras.

Há dois dias o presidente deposto Manuel Zelaya está refugiado na embaixada brasileira em Tegucigalpa, acompanhado por cerca de 70 simpatizantes.

Nesta quarta-feira, o presidente interino Roberto Micheletti exigiu que o Brasil informe o status de Zelaya. Se ele não estiver na embaixada como asilado político, deve ser entregue à Justiça hondurenha.

Para o Brasil, não há asilo uma vez que Manuel Zelaya é o presidente legítimo do país. O governo Lula não reconhece Micheletti como chefe do Executivo.

Em Nova York, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu que o Conselho de Segurança da ONU se reúna em caráter excepcional para discutir o impasse.

Amorim tenta ainda arrastar os Estados Unidos e a Organização dos Estados Americanos (OEA), para a crise. Como não há diálogo entre Brasília e Tegucigalpa, o Brasil precisa de atores que façam a ponte e pressionem Mivheletti a devolver o poder ao presidente hondurenho.

Legislativo

Nesta terça-feira, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, do Senado Federal, realizou audiência pública extraordinária com a presença do embaixador Gonçalo Mourão, chefe do Departamento de América Central e Caribe, do Itamaraty.

Mourão negou que o Brasil soubesse dos planos de Zelaya de refugiar-se na embaixada brasileira. Segundo ele, foi a esposa do presidente quem comunicou da sua presença nas proximidades da representação diplomática.

Brasília foi consultada e logo o ministro Celso Amorim que apoiou a decisão do embaixador Ênio Cordeiro. O presidente Lula foi informado ainda em vôo para os Estados Unidos onde nesta quarta-feira, abriu a Assembléia-Geral da ONU.

Na Câmara dos Deputados, foi constituída uma comissão externa que pretende ir a Honduras. O presidente Michel Temer (PMDB-SP), autorizou a criação do grupo, mas o Itamaraty considera remota a possibilidade dos deputados descerem em Tegucigalpa.

Os aeroportos e as fronteiras do país continuam fechados.

Nesta quarta-feira, vários parlamentares criticaram a decisão do Brasil, principalmente por conta dos discursos inflamados realizados por Zelaya desde a varanda da embaixada do Brasil em Honduras.

O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), afirmou que o Brasil caiu numa armadilha preparada por Hugo Chávez, da Venezuela, Daniel Ortega, da Nicarágua, e Raul Castro, de Cuba.

Segundo ele, os três envolveram o Brasil na crise e deixaram o país numa situação prá lá de complicada. 

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