Brasília, 21 de fevereiro de 2019 - 07h58

Crise em Honduras próxima do fim

28 de janeiro de 2010
por: InfoRel
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Nesta quarta-feira, o presidente eleito de Honduras, Porfírio Lobo, assumiu o mandato e cumpriu a promessa de anistiar todos os envolvidos na crise que paralisou o país por quase sete meses.



Antes da posse, a Justiça hondurenha já havia absolvido os militares que retiraram Manuel Zelaya de pijama, de sua casa e o despejaram na Costa Rica.



Em seguida, Lobo assinou o salvo-conduto para que Manuel Zelaya deixasse a embaixada do Brasil em Tegucigalpa.



Acompanhado do presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, Zelaya seguiu para Santo Domingo onde recebeu o status de “convidado especial” e não de asilado político.



O destino final do presidente deposto é a Cidade do México para onde deve embarcar em breve.



Manuel Zelaya permaneceu por quatro meses refugiado na embaixada brasileira.



O próximo desafio de Lobo será restabelecer as relações internacionais de Honduras.



Ele pretende realizar um giro pela América Latina com esse objetivo. O presidente sabe que Honduras não pode permanecer isolada.



A normalização política hondurenha deverá ser um dos principais desafios do Grupo do Rio, que se reúne em fevereiro em Cancún, México.



Análise da Notícia



A crise política em Honduras deixou muitas lições.



Uma delas é que a Carta Democrática da Organização dos Estados Americanos (OEA) tem pouca ou nenhuma serventia.



Também deixou claro que há países e países e Honduras está distante de ser uma nação importante na ótica das grandes potências.



As Nações Unidas pouco fizeram. As missões enviadas à Tegucigalpa não produziram resultados.



Há um sentimento de falência e incompetência das entidades multilaterais para lidar com crises como esta.



O Brasil que via a crise com certa indiferença entrou de cabeça após Manuel Zelaya bater à porta de sua embaixada, de surpresa, garantem os diplomatas brasileiros.



Já não era possível ignorar o problema.



Ante todos os fracassos, restaram as eleições presidenciais de novembro.



O empresário Porfírio Lobo foi eleito. O pleito não foi contestado.



O governo brasileiro negou-se a reconhecer o resultado. Considerou as eleições descabidas e exigia a restituição de Zelaya ao poder.



Diante dos fatos e isolado internacionalmente, o governo brasileiro aguarda a Cúpula do Grupo do Rio, que será realizada no mês de fevereiro no México, para reconhecer a legitimidade de Lobo.



A mesma pressão internacional que contribuiu para que o Brasil não aceitasse o golpe em Honduras, será suficiente para que Lula e o Itamaraty revejam a postura e restabeleçam as relações com o país.