Brasília, 13 de dezembro de 2018 - 21h51

Política

28 de junho de 2016
por: InfoRel
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Brasília - A Cúpula do MERCOSUL que estava prevista para ocorrer em junho e foi transferida para o mês de julho, agora foi cancelada em razão das crises no Brasil e na Venezuela. A informação é do ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa. Ele assegurou, no entanto, que o seu país irá passar a presidência do bloco para a Venezuela logo que possível.



Novoa reuniu-se nesta segunda-feira, 27, em Montevidéo com a chanceler argentina, Susana Malcorra, com quem tratou do assunto. Segundo ele, “a próxima Cúpula do MERCOSUL não se realizará ante as atuais condições políticas particulares do Brasil e da Venezuela”.



Ficou definido ainda que mesmo transferindo a presidência pro tempore do MERCOSUL para a Venezuela, o Uruguai seguirá à frente das negociações em torno da agenda externa do bloco, o que inclui as tratativas para o acordo de livre comércio com a União Europeia.



“O Uruguai tem a presidência do MERCOSUL e a passará para a Venezuela quando termine o seu mandato em julho. Antes ou depois veremos as condições em que isso se dará. O Uruguai, no entanto, seguirá com a agenda externa do bloco”, explicou Novoa.



Os países membros do MERCOSUL negociam para que a transferência de mando do bloco se dê em reunião de chanceleres e não mais de presidentes como normalmente acontece. Em abril, a Venezuela recebeu a presidência da UNASUL também em reunião de ministros de Relações Exteriores uma vez que não foi possível coordenar a realização de uma Cúpula Presidencial com este objetivo.



Além disso, Argentina, Brasil e Paraguai, estão preocupados com as condições venezuelanas para presidir o MERCOSUL. Os três ainda buscam um acordo para que o Uruguai aceite permanecer por mais seis meses à frente do bloco, o que vem sendo rejeitado pelo presidente Tabaré Vázquez.



A coalizão de esquerda que governa o Uruguai é contra e pressiona para que a Venezuela receba o comando do MERCOSUL. A Frente Ampla também não reconhece a legitimidade do governo Temer e o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.



A flexibilização das regras do MERCOSUL para que os países possam firmar acordos comerciais de forma individual é outro tema que ainda divide o bloco.


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