Brasil

Ameaça
22/08/2015
Comércio Exterior
22/08/2015

Denúncia

Cristina Kirchner afirma que a CIA incita protestos na Argentina, Brasil e Equador

Brasília – A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, assegurou nesta sexta-feira, 21, que “agências de inteligência” incitam os protestos no seu país, Brasil e Equador. Ela afirmou que “os penalaços em vários países da região têm a marca registrada da CIA”.

Segundo ela, “como passou à Dilma Rousseff no Brasil, nem bem reeleita, em segundo turno, começaram as campanhas da corrupção, os panelaços; ninguém sabia porque os panelaços, mas havia panelaços no Brasil e no Equador, lembram?”, questionou.

De acordo com a líder argentina, “os penelaços têm marca registrada e sabem de quem é a marca, de uma agência muito importante de investigações e informações que está em um país do norte e que possui tradição de intervenções nos países da América do Sul”, afirmou em alusão à Agência Central de Inteligência (CIA).

Na avaliação de Cristina Kirchner que cumpre o último ano de seu mandato, há um intento dos Estados Unidos de frustrar os processos de inclusão social e de desenvolvimento industrial com razoável autonomia que lançaram os países da América do Sul.

Cristina Kirchner acredita que este processo começou em 2005 quando em Mar del Plata, os ex-presidentes Nestor Kirchner (Argentina), Hugo Chávez (Venezuela) e Luis Inácio Lula da Silva (Brasil), puseram um fim às discussões em torno da criação da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), um projeto, segundo ela, “de subordinação da região aos Estados Unidos e seus interesses”.

Brasil

“Olhem o que está acontecendo no Brasil e o que aconteceu e está acontecendo na Argentina e vão ver uma radiografia perfeita do que fizeram, do que nos fizeram, a partir do momento em que ganhamos as eleições”, explicou.

Ela também criticou a campanha contra o ex-presidente Lula e afirmou que os ataques pretendem inviabilizar o seu retorno ao poder em 2018, já que teria grandes chances de ganhar novamente as eleições.

Para a presidente argentina, tudo isso (que ocorre no Brasil, Argentina e Equador) é parte de uma estratégia desenhada em outro país e que envolve ainda a Justiça como cúmplice, já que existem denúncias e processos em marcha contra a corrupção vinculando a imagem de Lula.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *