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21/06/2017
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21/06/2017

Geopolítica

Cuba destaca ampla rejeição à política norte-americana para o país

Brasília – O governo cubano através do ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, que está em Viena, na Áustria, destacou a ampla rejeição à política norte-americana de cancelar os acordos que vinham sendo negociados desde 2014 por Washington e Havana.

Na sexta-feira, 16, Donald Trump discursou em Lillte Havana, em Miami, na Flórida, para uma plateia repleta de anticastristas exilados e anunciou que as negociações serão congeladas entre os dois países. De acordo com ele, enquanto não houver liberação de presos políticos e eleições livres em Cuba, os Estados Unidos não dialoga mais com o regime.

Segundo Rodríguez, “estas medidas impopulares ignoram o apoio majoritário ao levantamento do bloqueio e à normalização das relações entre Cuba e os Estados Unidos por parte de membros do Congresso norte-americano, incluindo muitos filiados ao Partido republicano, o setor empresarial, organizações diversas da sociedade civil, a emigração cubana, a imprensa, as redes sociais e a opinião pública daquele país”, explicou.

O chanceler cubano assinalou ainda que as normativas desconsideram também a opinião majoritária do povo cubano, que deseja ter uma melhor relação com o povo dos Estados Unidos. Na sua avaliação, a decisão de Trump marca um retrocesso nas relações restabelecidas há dois anos.

“Assim reconhecem várias vozes dentro e fora dos Estados Unidos que também fizeram saber a sua ampla rejeição às medidas anunciadas”, disse o ministro.

Bruno Rodríguez advertiu igualmente para o empioramento das relações entre os Estados Unidos e a América Latina e o Caribe, que já rejeitam a nova política externa norte-americana por impactar diretamente nas privações e violações aos direitos humanos dos latinos.

O governo cubano ainda não estimou o tamanho dos prejuízos econômicos que as medidas anunciadas por Trump provocarão, mas acredita que as cooperativas e os trabalhadores cubanos serão os principais afetados.

“Parece infantil que o governo dos Estados Unidos queira, com esta política, separar o povo do governo; ou os cidadãos das Forças Armadas cubanas e o ministério do Interior, que são o povo uniformizado. Ao contrário, apenas reforça o nosso patriotismo, dignidade e decisão de defender por todos os meios a nossa independência”, concluiu.

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