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Cuba é bandeira da oposição

Cuba é bandeira da oposição

A morte do dissidente político Orlando Zapata um dia antes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcar em Havana, se transformou em combustível para a oposição.

Nesta quarta-feira, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, vota três requerimentos sobre o assunto.

Os deputados querem explicações do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e do assessor internacional da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, sobre as reações internacionais e críticas despertadas pelas manifestações públicas de Lula relacionadas à morte de Zapata.

Também está na pauta, o voto de repúdio ao governo cubano pelo tratamento aos presos de consciência.

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE), autor do pedido, entregou na presidência da República, cópia das cartas dos dissidentes dirigidas ao presidente brasileiro.

Lula havia dito que não intercedeu por Zapata porque ele não havia pedido.

No Senado, a Comissão de Relações Exteriores aprovou moção de solidariedade aos dissidentes cubanos.

Desde o ano passado, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), tenta trazer a escritora e blogueira Yoaní Sanchez, premiada internacionalmente por escrever sobre o cotidiano da ilha, mas impedida de deixar Cuba.

Análise da Notícia

O governo brasileiro não reconhece que Cuba vive sob ditadura.

Não reconhece e não aceita.

Enquanto o dilema estava restrito as fronteira nacionais, tudo bem.

Ocorre que Lula, o líder promissor do mundo emergente, começa a ser questionado justamente por aqueles que o idolatravam.

Ele é cobrado por manter uma postura, digamos, pouco condizente com um presidente que cobra mais respeito ao Brasil.

Lula é criticado por manter uma relação estreita com o Irã, meter-se em questões internas de Honduras, ignorar os arroubos de Hugo Chávez, negar-se a reconhecer as Farc como organização narcoterrorista….

Enfim, a lista é grande.

E, contrasta com os avanços, conquistas e o respeito obtidos nestes quase oito anos de poder, muito poder.

Por não dizer aos Castro o que todo mundo gostaria, Lula não alcança credibilidade para ser interlocutor com Ahmadinejad.

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