Brasília, 19 de novembro de 2018 - 06h20

CELAC

28 de janeiro de 2015
por: InfoRel
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Marcelo Rech, especial de San José, Costa Rica



O presidente de Cuba, Raul Castro, endureceu o discurso contra os Estados Unidos e cobrou o fim do bloqueio econômico aplicado contra a Ilha como condição para que os dois países avancem na normalização das relações bilaterais.  Ele também criticou os Estados Unidos por dialogarem com a oposição e deixou claro que Cuba não abrirá mão de sua soberania para obter um acordo com Washington.



Sobre a eliminação do embargo econômico, reconheceu que este será um caminho longo e difícil e questionou os Estados Unidos sobre como avançar nas negociações se Washington ainda mantém Cuba na lista de países que financiam o terrorismo e ocupam ilegalmente a Base de Guantánamo,



Além disso, afirmou que o presidente norte-americano Barack Obama reconheceu o fracasso da política de isolamento praticada pelos Estados Unidos contra Cuba ao buscar o diálogo e a retomada das relações.



O presidente cubano enfatizou que os dois países devem aprender a conviver com suas diferenças e deixou claro que Cuba não abrirá mão de seus princípios e “não cederá um milímetro de sua soberania”. Também destacou que Havana não permitirá de forma alguma que haja qualquer interferência norte-americana nos assuntos internos da Ilha.



Segundo Raul Castro, “com o fracasso em derrubar o governo por meio do bloqueio econômico, os Estados Unidos tentam agora fazê-lo por meio do fortalecimento da oposição destinando recursos financeiros”.



Além do fechamento da Base de Guantánamo, Castro cobrou o fim da emissão de programas de TV e rádio contra o governo e a reparação dos prejuízos econômicos gerados por tantos anos de embargo.



“Para seguirmos avançando, Cuba deve ser tratado como igual. As medidas até agora anunciadas são muito tímidas e o presidente Barack Obama poderia mudar por decisão executiva tudo que diz respeito ao embargo econômico. E as contrapartes norte-americanas não deveriam dialogar com a sociedade cubana como se Cuba não tivesse um governo soberano”, afirmou.



Cúpula das Américas



Sobre a participação de Cuba na próxima Cúpula das Américas que será realizada nos dias 10 e 11 de abril na Cidade do Panamá, Raul Castro lembrou o esforço feito pelos países latino-americanos e caribenhos em Cartagena, Colômbia, para que nenhuma outra Cúpula fosse realizada sem a presença de Cuba e agradeceu ao presidente panamenho Juan Carlos Varela que antes mesmo de sua posse, afirmou que convidaria Cuba para o evento deste ano.



Venezuela



Raul Castro aproveitou ainda para condenar de forma veemente as sanções unilaterais aplicadas contra funcionários venezuelanos pelos Estados Unidos e disse que o seu país conhece bem essa política.



Em seu pronunciamento na primeira plenária presidencial da CELAC, Castro também assegurou o apoio incondicional de Cuba ao presidente venezuelano Nicolás Maduro, à Argentina contra os fundos “buitres” e por sua soberania em relação às Ilhas Malvinas, e ao processo de paz na Colômbia levado a cabo em Havana.



Além disso, criticou a presença dos Estados Unidos junto à fronteira da Rússia e a estratégia militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Na sua avaliação, a paz mundial corre risco por conta dos movimentos norte-americanos.


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