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Geopolítica

Cuba terá transição política, renúncia de Rául Castro e ascenção de Díaz Canel

Brasília – No final de janeiro, o ex-presidente uruguaio José Pepe Mújica, revelou que Raúl Castro, 85, tomou a decisão de deixar o poder em Cuba, embora não tenha revelado quando. O atual mandato vai até 2018 e em 2013, quando reeleito, o irmão de Fidel, afirmou que “este deve ser meu último mandato”.  O certo, de acordo com Mújica é que Cuba passará por uma transição política, renúncia de Castro e ascenção do atual vice-presidente Muguel Díaz-Canel.

Mújica esteve em Havana em janeiro quando conversou com os irmãos Castro e integrantes das FARC e do governo colombiano que conduzem o processo de paz em reuniões na Ilha. Segundo ele, a idade avançada pesa neste momento, razão pela qual também descartou concorrer a um novo mandato no Uruguai.

Já nesta semana, o Diretor Nacional de Inteligênica dos Estados Unidos, James Clapper, afirmou em audiência do Comitê de Serviços Armados, do Senado norte-americano, que Cuba se prepara para uma transição presidencial. De acordo com Clapper, “provavelmente em 2018”. Ele afirmou ainda que o país manterá as reformas econômicas em um ritmo lento, mas com o propósito de reduzir o controle estatal no setor e impulsionar as atividades privadas.

O vice-presidente cubano Miguel Diáz-Canel, que representou Cuba na última Cúpula da CELAC, em Quito, é o mais cotado para substituir Castro. Canel ocupa o lugar que era de José Ramón Machado Ventura, dirigente histórico cubano que trabalha para promover a ascenção da nova geração de dirigentes comunistas. Os Estados Unidos também considera Miguel Díaz-Canel como um dos mais próximos e influentes de Raúl Castro. 

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