Brasília, 10 de dezembro de 2018 - 08h00

Mais Médicos

05 de fevereiro de 2014
por: InfoRel
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Brasília - A médica cubana Ramona Matos Rodriguez que está no Brasil pelo Programa Mais Médicos, está abrigada desde a noite desta terça-feira, 4, abrigada na liderança do Democratas na Câmara dos Deputados. Ela desertou do programa e irá protocolar o pedido de asilo político ao governo brasileiro nesta quarta-feira, 5.



De acordo com o partido, o Democratas dará todo o apoio jurídico para o pedido de asilo e o líder Ronaldo Caiado (GO), prometeu tratar do assunto com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.



O Democratas informou que Ramona fugiu no último sábado, 1º, de Pacajá (PA) onde atuava pelo Mais Médicos. Ela pediu ajuda ao Democratas depois de saber que a Polícia Federal estava à sua procura.



Em entrevista concedida na liderança do Democratas, Ramona Matos Rodriguez afirmou que se sentiu enganada ao tomar conhecimento de que o contrato assinado em Cuba com uma sociedade anônima de nome Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, não correspondia às condições anunciadas pelo governo brasileiro.



Segundo ela, o contrato é de US$ 1 mil mensais, dos quais US$ 400 recebia no Brasil e os outros US$ 600 seriam depositados numa conta em Cuba à qual teria acesso apenas no seu retorno ao país em 2017.



O valor do salário anunciado pelo programa é de R$ 10 mil reais e o governo brasileiro assegurou que os contratos dos médicos cubanos eram assinados com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).



"Sempre dissemos que não nos opomos à vinda de médicos estrangeiros ao Brasil. Mas defendemos, o que foi repelido pelo governo brasileiro, a vinda de médicos cubanos com liberdade de ir e vir em condições de igualdade e cidadania com qualquer cidadão brasileiro. O governo de forma criminosa foi conivente com essas condições de mão-de-obra forçada imposta por um regime ditatorial. Veja a gravidade dos fatos. Essa médica clama por liberdade e daremos apoio jurídico a ela e qualquer cubano que quiser se refugiar", afirmou Caiado.



Segundo ele, "Se ela voltar a Cuba será presa. O Brasil é signatário de um tratado de direitos humanos que não pode ser inferior a um projeto de lei (o que criou o Mais Médicos). Informamos o fato ao presidente da Casa e exigimos segurança para que médica não seja perseguida", assegurou o deputado.



Ela contou que descobriu a diferença entre o contrato cubano e o programa anunciado no Brasil quando fez o curso inicial em Brasília, em outubro, data de sua chegada ao país.



No período, segundo ela, médicos de outros países, que também atuariam no programa, informaram que receberiam o salário de R$ 10 mil. Seu contrato foi assinado em setembro com a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos S.A., ao contrário do anunciado pelo governo brasileiro de que seria um convênio com a OPAS. Em momento algum a OPAS é mencionada no documento de prestação de serviços.



Ramona, médica há 27 anos especialista em medicina geral, contou ainda que tem um cartão de residência no Brasil e para se deslocar para outra cidade - fora de Pacajá - deveria comunicar ao seu supervisor cubano instalado em Belém.



"Além das condições de trabalho análogas à escravidão, esse contrato configura crime de desvio de dinheiro público. A OPAS não aparece no contrato. A maior parte do valor do salário vai para essa S.A. A médica está servindo de mercadoria", protestou Ronaldo Caiado.

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