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Ciudad Guayana

20 de maro de 2005
por: InfoRel
Ainda não se conhecem os detalhes, mas o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil; àlvaro Uribe, da Colômbia, Hugo Chávez, da Venezuela, e o primeiro-ministro espanhol, José Luiz Rodriguez Zapatero, está mantido para o dia 29 de março, mas não será mais em São Gabriel da Cachoeira [AM], como previsto. O encontro se dará em Ciudad Guayana, municà­pio venezuelano fronteiriço com o Brasil.

A informação foi confirmada pelo Itamaraty, na noite desta sexta-feira, embora as razões para a transferência de cidade não tenham sido reveladas. Está praticamente certo que os governantes trataram de temas bilaterais, Comunidade Sul-Americana de Nações, luta contra o terrorismo e combate ao narcotráfico, além de questões sociais como o combate à  fome.

A agenda definitiva do encontro ainda não está pronta e o ministério das Relações Exteriores do Brasil espera fechar o formato do encontro até a próxima quarta-feira, 23. Ciudad Guayana foi fundada em 1961, numa fusão entre os municà­pios de Puerto Ordaz e San Felix. Ciudad Guayana é a sede da hidroelétrica de Guri, a segunda maior represa do mundo.

Sobre a visita do primeiro-ministro espanhol, sabe-se que a chancelaria espanhola trabalhava com três programas possà­veis. No plano A, ele viajaria à  Bogotá e Caracas e conversaria separadamente com os dois presidentes; no B, participaria de uma cúpula com àlvaro Uribe e Hugo Chávez, e apenas o plano C, agregaria um convidado especial, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Especula-se que o plano C foi aprovado justamente porque tem sido da Espanha e do Brasil que a Venezuela tem comprado um volume de armamentos consideráveis. Depois da crise colombo-venezuelana, que voltou a ser tema das negociações diplomáticas, o que preocupa, principalmente ao governo dos Estados Unidos é a transformação da Venezuela num generoso cliente da indústria armamentista.

A Colômbia é outro cliente importante da indústria de defesa da Espanha. àlvaro Uribe acaba de encomendar tanques AMX30, depois que o ministro da Defesa espanhol, José Bono, reuniu-se “reservadamente” com autoridades venezuelanas em Caracas.

Ele visitou o presidente Chávez com o objetivo de vender corvetas e aviões de transporte de tropas. Somam-se ainda os cerca de 30 aviões de combate Super Tucano, comprados do Brasil. Esse avião também disputa licitação para integrar a Força Aérea da Colômbia.

Para completar, Chávez comprou 100 mil fuzis de assalto AK-103 e 104, Kalashnikov, da Rússia, de quem adquiriu ainda 55 aviões de guerra MiG-29 y 40 helicópteros. O ministério de Relações Exteriores chileno, e o próprio Itamaraty, já se sabe, estão seguindo com cuidado e preocupação a polà­tica de compras militares de Chávez.

Por fim, cabe ressaltar, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado brasileiro, deve apreciar até o final deste mês, o contrato com a empresa EADS/CASA, da Espanha, no valor de US$ 698,7 milhõ, para os projetos CL-X e Modernização do aviões P-3 do Programa de Fortalecimento do Controle do Espaço Aéreo Brasileiro.

Para o Programa CL-X, serão fornecidas 12 aeronaves de transporte C-295 que vão subsituir os Búfalos C-115, nas missões de apoio ao Sivam, Calha Norte e à s organizações militares sediadas na Amazônia. Quanto aos P-3 A Orion, a empresa espanhola vai revitalizar e modernizar oito aeronaves adquiridas dos Estados Unidos.


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